Bruce Springsteen

Bruce Springsteen
Bruce em 2025
Informações gerais
Nome completoBruce Frederick Joseph Springsteen
Nascimento23 de setembro de 1949 (76 anos)
Long Branch, Nova Jérsei, Estados Unidos
Gênero(s)
CônjugeJulianne Phillips (c. 1985; div. 1989)
Patti Scialfa (c. 1991)
Filho(a)(s)3
Instrumento(s)Vocal, violão, guitarra, piano, gaita
Período em atividade1965–presente
Gravadora(s)Columbia
Afiliação(ões)E Street Band, Patti Smith
Página oficialbrucespringsteen.net

Bruce Frederick Joseph Springsteen (Long Branch, 23 de setembro de 1949) é um cantor, compositor, violonista e guitarrista norte-americano. Durante a sua carreira, iniciada em 1965, Bruce vendeu mais de 140 milhões de discos em todo o mundo, tornando-se um dos cantores mais vendidos de todos os tempos. Ele recebeu vários prémios importantes, como 20 Grammys, 2 Globos de Ouro, 1 Oscar e 1 Tony Awards Especial.[1] Ele foi incluído no Hall da Fama dos Compositores, no Hall da Fama do Rock and Roll e recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, e o prêmio do Kennedy Center.

Nas letras das suas músicas, Bruce deixa evidenciado o seu patriotismo, e é uma espécie de porta-voz dos trabalhadores, muitas vezes mencionados nas suas canções. O álbum Born to Run está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.[2] Em 2010, a revista Rolling Stone classificou Springsteen em 23º lugar em sua lista dos "100 Maiores Artistas de Todos os Tempos". Em 2025, Springsteen se tornou um dos cinco únicos artistas a faturar mais de US$ 2,3 bilhões em turnês, com sua turnê de 2023–2025 com a E Street Band.

Biografia

Bruce Frederick nasceu em Long Branch, Nova Jérsei, em 23 de setembro de 1949 e passou a sua infância e juventude em Freehold Borough, também no estado de Nova Jérsei. O pai dele, Douglas, era de origem holandesa e irlandesa, e, entre outros empregos, trabalhava como motorista de ônibus. A mãe dele, Adele Ann, tinha ascendência italiana e trabalhava como secretária.[3] Aos 13 anos, Bruce ganhou de sua mãe seu primeiro violão. Quando ele fez 16 anos, sua mãe o presenteou com uma guitarra da marca Kent, sobre a qual ele escreveu a canção "The Wish".

1965–1973: Começo da carreira

Em 1965, Bruce começou a frequentar a casa de Tex e Marion Vinyard, que auxiliavam jovens músicos da cidade. Eles o ajudaram a ingressar na banda The Castiles, primeiramente como guitarrista, depois como vocalista. O The Castiles gravou duas músicas originais e fez shows em diversos bares e cafés. Marion Vinyard disse que acreditou no jovem Springsteen quando ele prometeu que seria famoso. No final da década, Bruce entrou em um trio chamado Earth, que fazia shows em clubes nos arredores de Nova Jérsei. Durante esse período, ele ganhou o apelido de The Boss ("O Chefe"), porque era ele que negociava os shows, recebia o cachê e o distribuía igualmente entre os membros da banda. Entre 1969 e 1971, Bruce tocou na banda Steel Mill, cujos demais integrantes eram Danny Federici, Vini Lopez, Vinnie Roslin, e posteriormente, Steven Van Zandt e Robbin Thompson. Depois de 1971, ele tocou em diversas bandas, sempre em lugares pequenos como bares, clubes e escolas: Dr Zoom & the Sonic Boom (1971), Sundance Blues Band (1971), e The Bruce Springsteen Band (1971–1972).

Em 1972, Springsteen assinou um contrato com a Columbia Records, através de John Hammond, que dez anos antes intermediou o primeiro contrato entre Bob Dylan e a gravadora. Bruce trouxe, então, diversos de seus colegas músicos de Nova Jérsei, formando a E Street Band (ainda que demorasse alguns anos para que eles fossem chamados assim). Seu primeiro álbum, Greetings from Asbury Park, N.J. foi lançado em janeiro de 1973; teve uma boa recepção da crítica, mas não obteve sucesso comercial.[4] Em setembro de 1973 foi lançado seu segundo álbum, The Wild, the Innocent & the E Street Shuffle, que recebeu o mesmo aval por parte da crítica[5] e manteve pouco apelo comercial. Esse álbum demonstra uma musicalidade mais R&B, diferentemente do primeiro álbum, que tendia mais para o folk (influência de Bob Dylan). A canção "Rosalita (Come Out Tonight)" continua uma das favoritas dos fãs, bastante presente nos concertos de Bruce até hoje.

1974–1979: Ascensão

Em 22 de maio de 1974, o jornalista Jon Landau escreveu uma resenha sobre um show de Bruce para a revista The Real Paper, que dizia: "Eu vi o futuro do rock n' roll e seu nome é Bruce Springsteen. Em uma noite na qual eu precisei me sentir jovem, ele me fez sentir como se escutasse música pela primeira vez." Landau posteriormente, se tornaria empresário e produtor de Bruce.[6] Lançado no dia 25 de agosto de 1975, o álbum Born to Run, alcançou o sucesso comercial tanto almejado por Springsteen. O disco ficou em 3° lugar na Billboard 200 nos EUA e, embora não tenha nenhuma música considerada hit, "Born to Run", "Thunder Road", "Tenth Avenue Freeze-Out", e "Jungleland" são presenças obrigatórias em seus shows até hoje e são constantemente tocadas em rádios de rock mundo a fora. A gravação desse álbum foi feita num período tumultuado, pois demorou 14 meses para ser gravado, sendo 6 meses dedicados apenas à canção "Born to Run", fator que causou frustração e depressão em Bruce.

Após o lançamento de Born to Run, Bruce se envolveu em um processo judicial contra Mike Appel, que produziu seus dois primeiros álbuns e coproduziu, ao lado de Jon Landau, o terceiro. O processo, que acabou por meio de um acordo entre ambas as partes, se estendeu por aproximadamente um ano, período no qual Bruce aproveitou para fazer outra extensa turnê pela América do Norte.

Em junho de 1978, saiu o quarto álbum de estúdio de Springsteen, intitulado Darkness on the Edge of Town, que alcançou o 5° lugar nos EUA, onde vendeu mais de 3 milhões de cópias. No final dos anos 1970, Springsteen começou a compor músicas para outros artistas. No começo de 1977, a banda Manfred Mann's Earth Band alcançou o 1° lugar da parada pop estadunidense com o cover de "Blinded by the Light", presente no álbum "Greetings from Asbury Park, N.J." Em 1978, Patti Smith alcançou o 13° lugar da Billboard Hot 100 com a música "Because the Night", e em 1979, o grupo The Pointer Sisters, emplacaram "Fire", no 2° lugar da mesma parada.

Em setembro de 1979, Bruce e a E Street Band se juntaram a vários artistas, como James Taylor, Carly Simon e Chaka Khan, para duas apresentações no Madison Square Garden, em protesto contra o uso da energia nuclear. As apresentações foram lançadas como álbum ao vivo e documentário, intitulado "No Nukes", que marcaram o primeiro lançamento oficial de material gravado ao vivo da carreira de Bruce.

1980–1991: Auge

Bruce Springsteen cantando em Drammen, Noruega, durante a "River Tour", em 1981

O álbum seguinte de Bruce, The River, consolidou o estilo de suas canções focadas na classe operária. As canções desse álbum apresentam um paradoxo intencional entre canções alegres, mais voltadas para o pop-rock, e baladas emocionalmente intensas. Essa mudança de sonoridade antecipou o estilo escolhido durante os anos 1980, mantendo Bruce nas paradas de sucesso. Com esse trabalho, Bruce conseguiu emplacar seu primeiro single no Top 10, a canção "Hungry Heart". O álbum vendeu muito bem, e sua turnê de promoção contou com a primeira longa excursão pela Europa e terminou após uma série de shows nas principais arenas norte-americanas.

The River foi sucedido pelo disco Nebraska, lançado em 1982. As gravações desse álbum, que conta com várias músicas em formato acústico, serviram apenas para reparar alguns poucos erros nos demos, gravados na casa de Bruce com um simples e antiquado gravador. Canções compostas durante o período de gravações, como "Glory Days" e "Born in the U.S.A.", foram lançadas no álbum seguinte. Segundo o jornalista Dave Marsh, Bruce estava com depressão quando escreveu o material para o álbum, causada pela decepção com a brutal queda do padrão de vida estadunidense. Apesar desse álbum não ter vendido tanto quanto seus dois antecessores, recebeu excelentes críticas e o título de "Álbum do Ano", concedido pela revista Rolling Stone. Também influenciou outros artistas, como o U2.

O disco Born in the U.S.A. foi lançado em 1984, vendeu 15 milhões de unidades só nos Estados Unidos e se tornou um dos álbuns mais bem sucedidos de todos os tempos, emplacando sete singles no Top 10 da Billboard Hot 100. O título se refere ao tratamento recebido pelos veteranos da Guerra do Vietnã, alguns dos quais eram colegas de banda do Bruce. Os videoclipes das canções do álbum foram feitos pelos prestigiados diretores Brian De Palma e John Sayles. As letras das músicas são muito diretas, mas várias pessoas não entenderam a da faixa-título, que foi acusada de nacionalista e ufanista, apesar de conter críticas à posição do país na Guerra do Vietnã. Alguns anos depois, para acabar com qualquer mal entendido e reforçar o sentido original da canção, Bruce passou a tocar "Born in the U.S.A." apenas com o acompanhamento do violão (essa versão aparece no álbum Tracks). "Dancing in the Dark" foi o single de maior destaque do álbum, alcançando o 2° lugar nos Estados Unidos. No clipe dessa música, aparece a jovem atriz Courtney Cox, dançando com Bruce. A canção "Cover Me" foi escrita originalmente para Donna Summer, mas Bruce foi convencido a gravar. Grande fã do trabalho de Donna, ele escreveu outra música para ela, "Protection".

Bruce Springsteen tocando em Berlim, 1988.

Em 1985, Bruce participou na música "We Are the World", uma parceria de 45 cantores que tinha o objetivo de arrecadar fundos para o combate da fome na África, escrita por Michael Jackson e Lionel Richie. As 45 estrelas formaram o grupo USA for Africa. Lançado no final de 1986, o box Live/1975–85 se tornou o primeiro box a assumir o 1° lugar nos Estados Unidos. Esse álbum contém 3 cds ou cassetes, e se tornou um dos álbuns "ao vivo" mais vendidos de todos os tempos, superando os 13 milhões de unidades vendidas só na América do Norte.

Durante a década de 1980, diversas revistas e fanzines dedicadas a Bruce foram criadas, inclusive a Backstreet, criada em 1980 em Seattle e que funciona até hoje.

Após o pico comercial, Bruce lançou Tunnel of Love, em 1987. A subsequente turnê Tunnel of Love Express não teve algumas músicas que o público gostava e apresentou mudanças no arranjos de algumas outras.

Em 1988, a relação de Bruce com a cantora da sua banda de apoio Patti Scialfa se tornou pública e ele se divorciou oficialmente de Julianne. Após liderar a turnê mundial Human Rights Now! (cujos lucros foram revertidos para a Anistia Internacional em 1988), Springsteen dissolveu a E Street Band e se mudou com Patti para a Califórnia, onde eles se casaram em 1991.[7]

1992–1999: Oscar e Hall da Fama do Rock

Em 1992, Bruce lançou dois álbuns de uma vez só. Human Touch e Lucky Town apresentam uma sonoridade mais introspectiva do que qualquer um dos trabalhos anteriores de Springsteen. Os álbuns alcançaram boas posições na América do Norte e na Europa.

Em 1994, Bruce ganhou um Oscar pela trilha sonora do filme Filadélfia, "Streets of Philadelphia". Tanto a canção quanto o filme fazem um retrato simpático de um homossexual morrendo com AIDS.

Em 1995, após reunir temporariamente a E Street Band para a gravação de algumas músicas para seu primeiro "Greatest Hits" (essas gravações foram filmadas e saíram no documentário Blood Brothers), Bruce lançou o álbum The Ghost of Tom Joad, inspirado nos livros clássicos As Vinhas da Ira, de John Steinbeck, e Journey to Nowhere: The Saga of the New Underclass, de Dale Maharidge e Michael Williamson. Esse álbum não teve a mesma boa recepção do seu similar Nebraska. A turnê "Ghost of Tom Joad Tour", que trouxe versões acústicas dos velhos clássicos, passou apenas por pequenas casas de shows e Bruce pedia para a plateia não aplaudir e ficar silenciosa durante o show. Após o término da turnê, Springsteen se mudou novamente para Nova Jérsei.

Em 1998, foi lançado um box com quatro discos apenas com canções previamente gravadas e que haviam ficado de fora dos álbuns anteriores, Tracks. Posteriormente, Springsteen declararia que os anos 1990 foram "anos perdidos" para sua carreira devido a escassez e a má recepção de seus trabalhos.[8]

Em 1999, Springsteen foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame, pelo amigo Bono do U2.[9] Nesse mesmo ano, ele e a E Street Band fizeram uma turnê de reunião bem sucedida.

2000–2009: Sucesso continuo

Bruce na Alemanha, em 2005.

Em 2002, foi lançado o álbum The Rising, que acabou sendo um sucesso de público e crítica. Em abril de 2005, foi lançado o álbum Devils & Dust, que vendeu mais de 650 mil cópias nos Estados Unidos.[10] Seu décimo quarto álbum de estúdio, We Shall Overcome: The Seeger Sessions, estreou em terceiro lugar na Billboard 200.[11] O próximo álbum, Magic, acabou sendo um dos álbuns mais bem sucedidos do artista naquela década.[12] Ele então saiu, novamente, em uma grande turnê pelo mundo.[13]

Em janeiro de 2009, ele e sua banda lançaram o álbum Working on a Dream.[14] O lançamento foi seguido por uma longa turnê mundial.[15] Em 11 de janeiro de 2009, Springsteen venceu o Globo de Ouro de melhor canção original por "The Wrestler", canção que havia sido feita para trilha sonora do filme de mesmo nome.[16] Bruce então se apresentou no aclamado show do intervalo do Super Bowl XLIII em 1 de fevereiro de 2009,[17] aceitando a oferta depois de várias recusas em anos anteriores.[18] Ele mais tarde chamaria seu show de "uma festa de 12 minutos" e considerou uma de suas melhores performances.[19]

2010–2019: Wrecking Ball e High Hopes

Springsteen se apresentando ao vivo.

Seu 17º álbum, Wrecking Ball, foi lançado em 6 de março de 2012. As letras, influências e sonoridade do disco foram elogiado pela crítica.[20][21] O primeiro single, a canção "We Take Care of Our Own", foi lançado em 19 de janeiro de 2012. Wrecking Ball alcançou o topo da Billboard 200, assumido o lugar do álbum 21, da Adele, que passou 23 semanas consecutivas no topo da parada.[22] Springsteen recebeu três indicações ao Grammy, "Melhor Álbum de Rock", "Melhor Performance de Rock" e "Melhor Canção de Rock" por "We Take Care of Our Own".[23][24] A revista Rolling Stone nomeou Wrecking Ball o álbum número um do ano no seu Top 50.[25]

Em setembro de 2013, Bruce fez um show histórico no festival Rock In Rio, realizado no Rio de Janeiro, na cidade do rock.[26] O show teve mais de 2 horas e 40 minutos de duração[27] e Springsteen surpreendeu os fãs ao tocar todas as músicas do álbum Born In the U.S.A.[28]

Em janeiro de 2014, Springsteen lançou seu décimo oitavo álbum, High Hopes. A maioria das canções eram covers de canções já gravadas por Bruce, incluindo o primeiro single. A E Street Band então saiu em turnê, apoiados pelo guitarrista Tom Morello.[29] High Hopes se tornou o décimo primeiro álbum de Springsteen a estrear em primeiro lugar na Billboard 200.[30] Ele também estreou no topo das paradas na Austrália, Alemanha, Nova Zelândia e Reino Unido.[31] Em abril de 2014, a E Street Band entrou no Rock and Roll Hall of Fame. Springsteen já havia entrado neste seleto grupo como artista solo em 1999.[32][33]

Em 22 de novembro de 2016, ele recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade do Presidente Barack Obama.[34]

2020–presente: Reconhecimentos e Atividades recentes

Em maio de 2021, Springsteen tornou-se o oitavo laureado com o Prêmio Woody Guthrie, um prêmio que homenageia um artista que se manifesta em prol da justiça social e perpetua o espírito do cantor folk.[35] Em 23 de maio de 2024, Springsteen tornou-se o primeiro compositor internacional a ser admitido como membro da Ivors Academy em seus 80 anos de história; ele foi apresentado por Paul McCartney.[36] Em 3 de novembro de 2025, Springsteen foi incluído na turma de 2025 do Library Lions pela Biblioteca Pública de Nova York.[37]

Em 28 de janeiro de 2026, Springsteen lançou a música "Streets of Minneapolis", uma canção de protesto escrita em resposta às mortes de Renée Good e Alex Pretti por agentes do ICE.[38][39] A melodia foi adaptada da canção "Desolation Row" de Bob Dylan, de 1965.[40][41] Em 30 de janeiro, ele fez uma participação surpresa no concerto beneficente "Defend Minnesota" de Tom Morello, onde apresentou a canção, juntamente com "The Ghost of Tom Joad", acompanhado por Morello. 100% da renda do concerto foi destinada às famílias de Good e Pretti.[42][43] "Streets of Minneapolis" tornou-se a música mais popular no YouTube no dia do seu lançamento, atraindo mais de 2,5 milhões de visualizações até o final do dia.[44][45] Dois dias após o seu lançamento, alcançou o primeiro lugar no iTunes em 19 países, incluindo os EUA, Itália, Austrália e Suíça, com aparições no Top 10 em outros países.[46]

Vida Pessoal

Durante a turnê de "Born in the U.S.A.", Bruce conheceu a atriz Julianne Phillips, com quem se casaria em 1985. Bruce está casado desde 8 de junho de 1991, com a cantora e guitarrista Patti Scialfa, mãe de seus três filhos: Evan James (nascido a 25 de julho de 1990 (35 anos), Jessica Ray (nascida a 30 de dezembro de 1991 (34 anos) e Sam Ryan (nascido a 5 de janeiro de 1994 (32 anos).

Em 2018, Springsteen revelou que luta contra a depressão desde 1982, e que já fez o uso de vários medicamentos para tratar a doença.[47][48] Apesar disso, ele evitou o uso de drogas ilícitas durante toda a sua vida. Ele contou que durante alguns episódios de depressão, ele perdeu tanto peso que precisava de ajuda para se levantar.[48] Com o tempo, ele começou a seguir uma dieta predominantemente vegetariana, passou a fazer esteira e levantar pesos três vezes por semana.[49] No seu 70º aniversário, ele revelou que ainda mantém essa rotina de exercícios e dieta.[50]

Ele se considera um católico "não praticante", por não concordar com tudo que a religião prega;[51] Em sua autobiografia de 2016, Born to Run, ele afirmou: "Tenho um relacionamento pessoal com Jesus. Acredito em seu poder de salvar, amar [...] mas não de condenar."[52]

Politica

Barack Obama e a primeira-dama Michelle Obama, cumprimentam Bruce na Sala Azul da Casa Branca, em 22 de novembro de 2016.

Democrata ativo, Bruce foi uma das primeiras celebridades a manifestar apoio ao candidato Barack Obama na corrida para a presidência dos Estados Unidos em 2008.[53] Durante a campanha, ele apareceu por diversas vezes ao lado do então senador e fez alguns shows em comícios para angariar fundos e apoio a campanha. Em um comício em Cleveland, ele tocou pela primeira vez o single "Working on a Dream".[54] Em janeiro de 2009, em um show feito para comemorar a vitória de Obama, Bruce foi um dos principais artistas a se apresentar.[55]

Em outubro de 2012, apesar de ter declarado que não faria nada político, Springsteen acabou participando da campanha a reeleição do presidente Barack Obama, tocando em Ohio, Iowa, Virginia, Pittsburgh e Wisconsin com o objetivo de angariar fundos para a campanha de Obama. Ele inclusive escreveu a canção "Forward" especialmente para a ocasião da eleição.[56][57] A campanha de Obama também usou a canção "We Take Care of Our Own" nas propagandas e esta canção também foi tocada na festa da vitória do candidato.[58]

Sua canção "The Rising", teve destaque na Convenção Nacional Democrata de 2020 em apoio a Joe Biden, acompanhada de um novo vídeo e slogan de campanha, #TheRising.[59] Biden usou "We Take Care of Our Own" como sua música-tema, assim como Obama havia feito em 2012.[60] Em 3 de outubro de 2024, Springsteen apoiou a vice-presidente Kamala Harris na eleição presidencial dos Estados Unidos de 2024,  e fez um discurso em um de seus comícios de campanha em 24 de outubro.[61][62][63]

Springsteen é um crítico ferrenho de Donald Trump, a quem chama de "pessoa perigosa".[64] Durante um show em Manchester, Inglaterra, em 14 de maio de 2025, ele se manifestou contra Trump e chamou seu governo de "corrupto, incompetente e traidor"; Dois dias depois, Trump respondeu no Truth Social, o chamando de "superestimado".[65] Após o anúncio de sua turnê americana "Land of Hope and Dreams", de 2026 , que Springsteen disse ser uma turnê em resposta ao presidente Trump, o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, emitiu uma resposta usando os próprios títulos das músicas de Springsteen como forma de insultá-lo.[66] Em 2 de abril de 2026, dois dias após o primeiro show da turnê,[67] Trump o respondeu, chamando-o de "cantor ruim e chato" e pedindo a seus apoiadores que "boicotassem seus ingressos superfaturados para o show".[68][69] O sindicato dos músicos, American Federation of Musicians, saiu em defesa de Springsteen, dizendo que "não podiam permanecer em silêncio enquanto um de nossos membros mais celebrados é escolhido e atacado pessoalmente pelo Presidente dos Estados Unidos". Eles acrescentaram: "Springsteen não é apenas um músico brilhante, ele é uma voz para os trabalhadores, um símbolo da resiliência americana e uma inspiração para milhões neste país e em todo o mundo. De "Nebraska" a "Born to Run", sua música tem falado a verdade por décadas, e é exatamente isso que ele está fazendo agora."[70]

Em 17 de janeiro de 2026, durante uma apresentação em Nova Jersey, Springsteen dedicou a música "The Promised Land" a Renée Good, que foi morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minnesota, naquele mês.[71][72][73] Em seu discurso ele disse que a ICE usa as mesmas táticas da Gestapo contra a população.[74]

Ativismo

Springsteen sempre reitera seu apoio à várias causas como direito dos trabalhadores, direitos reprodutivos, direitos civis, justiça racial, direitos LGBTQ+, meio ambiente, igualdade salarial, igualdade de gênero, saúde e direitos dos imigrantes.[75] Em 2009, Springsteen publicou em seu site uma carta de apoia aos direitos LGBTQ e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, onde disse: "A questão da igualdade no casamento deve ser reconhecida pelo que realmente é — uma questão de direitos civis que deve ser aprovada para garantir que todos os cidadãos sejam tratados igualmente perante a lei."[76] Em 2012, ele manifestou seu apoio à campanha publicitária "Four 2012", em prol do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Springsteen observou no anúncio: "Não poderia concordar mais com essa declaração e incentivo aqueles que apoiam a igualdade de tratamento para nossos irmãos e irmãs gays e lésbicas a fazerem suas vozes serem ouvidas agora."[77]

Em abril de 2016, Springsteen cancelou um show em Greensboro, Carolina do Norte, em protesto contra a recém-aprovada Lei de Privacidade e Segurança de Instalações Públicas do estado, que determina quais banheiros pessoas transgênero podem usar e impede que cidadãos LGBTQ processem por violações de direitos humanos no local de trabalho.[78] Ele divulgou uma declaração em seu site.[79]

Em 23 de março de 2026, Springsteen permitiu que sua música "Born in the USA" fosse usada em um anúncio televisivo de um minuto em apoio à ACLU, que contesta a tentativa do presidente Trump de retirar o direito constitucional à cidadania por nascimento.[80] No mesmo dia, ele fez uma aparição surpresa no evento de 30º aniversário do Democracy Now!, na Igreja de Riverside, onde apresentou "Streets of Minneapolis", e se juntou a Patti Smith, Michael Stipe e outros artistas presentes, para uma versão de "People Have the Power" de Smith.[81]

Discografia

Álbuns de estúdio

Notas e referências

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  2. «2007 National Association of Recording Merchandisers». timepieces (em inglês). 2007. Consultado em 24 de maio de 2010 
  3. «Bruce Springsteen Postpones the Rest of His Tour on Doctor's Orders». Biography (em inglês). 2 de outubro de 2023. Consultado em 6 de junho de 2024 
  4. «Bruce Springsteen | Biography, Songs, Albums, & Facts | Britannica». www.britannica.com (em inglês). 23 de maio de 2024. Consultado em 6 de junho de 2024 
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