Alesa prema

Como ler uma infocaixa de taxonomiaAlesa prema
Espécime avistado em 2021 no Morro do Jacaré, em Caetité, na Bahia, no Brasil
Espécime avistado em 2021 no Morro do Jacaré, em Caetité, na Bahia, no Brasil
Ilustrações de lepidópteros neotropicais (macho e fêmea de A. prema à direita, na primeira linha) de 1888
Ilustrações de lepidópteros neotropicais (macho e fêmea de A. prema à direita, na primeira linha) de 1888
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Família: Riodinidae
Tribo: Eurybiini
Gênero: Alesa
Espécie: A. prema
Nome binomial
Alesa prema
(Godart, [1824])
Sinónimos[1][2]
* Alesa smaragdifera (Westwood, 1851)
  • Erycina prema (Godart, 1824)

Alesa prema, popularmente conhecida como fadinha[3] ou formigueira,[4] é uma espécie de artrópode lepidóptero, mais especificamente de borboleta, pertencente à família dos riodinídeos (Riodinidae).[5]

Taxonomia

Alesa prema foi descrita em 1824 por Jean-Baptiste Godart, sob o nome Erycina prema. A espécie pertence a um grupo de borboletas, cuja descrição detalhada está pendente. Pode ser confundida com A. esmeralda, A. beneluzi e A. rothschildi, que são parcialmente simpátricas.[4]

Distribuição e habitat

Espécimes de Alesa prema foram coletados no Caribe, em Trindade, e na América do Sul, na Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Paraguai e Peru.[6][7] Particularmente no Brasil, segundo dados do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), há ocorrências da espécie nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.[8] Em termos hidrográficos, ocorre nas sub-bacias do Araguaia, do Contas, do Doce, do litoral de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, no Madeira, no Mearim, no Paranapanema, no Paranaíba, no Paraná RH1, no Paraíba do Sul, do Purus, do Solimões, do Médio São Francisco e do Alto Tocantins. Habita matas, topos de morros e copa das árvores, nos biomas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.[4]

Ecologia

Alesa prema realiza o comportamento de hilltopping (comportamento de localização de parceiros observado em muitos insetos). Especula-se que suas larvas sejam larvas entomófagas e mirmecófilas, pois A. amesis, cuja biologia é conhecida, apresenta esse comportamento e se sabe que os membros da subtribo Eurybiina, da qual o gênero Alesa faz parte, também o são.[4]

Conservação

Dados sobre abundância e tendências populacionais são desconhecidos.[9] Não são conhecidas ameaças que comprometam a conservação da espécie, mas sua avaliação diverge regionalmente: em 2010, foi classificada como vulnerável (VU) no Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná;[10] e em 2018, como pouco preocupante (LC) no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)[3] e vulnerável (VU) na Lista das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção no Estado do Rio de Janeiro.[11][12] Em sua área de distribuição, ocorre em algumas áreas de conservação: a Área de Proteção Ambiental de Petrópolis (APA Petrópolis), a Área de Proteção Ambiental do Planalto Central (APA Planalto Central), a Área de Proteção Ambiental da Bacia dos Ribeirões do Gama e Cabeça de Veado (APA da Bacia dos Ribeirões do Gama e Cabeça de Veado), a Área de Proteção Ambiental de Conceição da Barra (APA Conceição da Barra), o Parque Estadual do Morro do Diabo (PE Morro do Diabo) e a Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Caetano (RPPN Fazenda Caetano).[4]

Referências

  1. «Alesa prema». Global Biodiversity Information Facility (GBIF). Consultado em 24 de abril de 2025. Cópia arquivada em 15 de dezembro de 2024 
  2. «Alesa prema». Butterflies of America. Consultado em 24 de abril de 2025. Cópia arquivada em 22 de janeiro de 2023 
  3. a b «Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção» (PDF). Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério do Meio Ambiente. 2018. Consultado em 3 de maio de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 3 de maio de 2018 
  4. a b c d e Freitas, André Victor Lucci; Brant, Arthur; Rosa, Augusto Henrique Batista; Almeida, Carlos Eduardo Beserra Nobre de; Iserhard, Cristiano Agra; Santos, Eduardo Carneiro dos; Romanowski, Helena Piccoli; Oliveira, Isabela Freitas; Santos, Jessie Pereira dos; Kaminski, Lucas Augusto; Uehara-Prado, Marcio; Beirão, Marina do Vale; Taumaturgo, Thamara Zacca Bispo (2023). «Alesa prema (Godart, 1824)». Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). doi:10.37002/salve.ficha.33847.2. Consultado em 20 de maio de 2025. Cópia arquivada em 3 de maio de 2025 
  5. «Checklist of Ecuadorian Butterflies». Sunstreak Tours. Consultado em 24 de abril de 2025. Cópia arquivada em 29 de maio de 2024 
  6. «Alesa». Funet. Consultado em 6 de maio de 2025. Cópia arquivada em 13 de setembro de 2016 
  7. «Alesa prema». BOLD Systems. Consultado em 6 de maio de 2025. Cópia arquivada em 6 de maio de 2025 
  8. «Ocorrência do gênero Alesa». Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). Consultado em 7 de maio de 2025. Cópia arquivada em 7 de maio de 2025 
  9. Callaghan, C. J. (2014). «Historical Sketch of the Generic Names Proposed for Butterflies». Proceedings Royal Entomological Society. 37: 200–214 
  10. Livro Vermelho da Fauna Ameaçada. Curitiba: Governo do Estado do Paraná, Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná. 2010. Consultado em 2 de abril de 2022. Cópia arquivada em 21 de abril de 2025 
  11. «Texto publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro contendo a listagem das 257 espécies» (PDF). Rio de Janeiro: Governo do Estado do Rio de Janeiro. 2018. Consultado em 2 de maio de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 2 de maio de 2022 
  12. «Alesa prema (Godart, 1824)». Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). Consultado em 6 de maio de 2025. Cópia arquivada em 6 de maio de 2025 

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