Tema dos Optimates
Ὀψικίου θέμα
Tema dos Optimates | |||||||||
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| Tema do(a) Império Bizantino | |||||||||
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Temas do Império Bizantino por volta de 780. O Tema dos Optimates aparece à esquerda, na península oposta à cidade de Constantinopla. | |||||||||
| Capital | Nicomédia | ||||||||
| Líder | estratego | ||||||||
| Período | Idade Média | ||||||||
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Os Optimates (em grego: Ὀπτιμάτοι; romaniz.: Optimatoi, do latim Optimates – "melhores homens") foram inicialmente uma unidade militar de elite do Império Bizantino. Em meados do século VIII, foram, porém, demovidos para uma corporação responsável por suprimentos e logística e encarregados com uma província (tema) no noroeste da Ásia Menor, batizada com o mesmo nome. Como uma unidade administrativa, o Tema dos Optimates ou Tema Optímato (em grego: θέμα Ὀπτιμάτων; romaniz.: thema Optimatōn) sobreviveu até a conquista otomana nas primeiras décadas do século XIV.
História
Os optimates foram criados no século VI (c. 575) pelo imperador bizantino Tibério II (r. 574–582).[1] Segundo o Estratégico de Maurício (r. 582–602), eram um regimento de elite entre os federados, provavelmente de origem gótica[2] e eram uma tropa de cavalaria, com entre 1 000 e 5 000 homens, pertencentes à reserva do exército central. Seu comandante tinha o título único de taxiarca.[3][4] A presença de descendentes destes homens, chamados de gotogrecos (em grego: Γοτθογραῖκοι; romaniz.: Gothograeci) pelo cronista Teófanes, o Confessor, é atestada no norte da Bitínia no início do século VIII.[5] Naquela época, Warren Treadgold estima que o regimento tivesse 2 000 homens, um número que provavelmente corresponde ao seu tamanho original também.[3]
Em meados do século VIII, no reinado de Constantino V Coprônimo (r. 741–775) e como parte de suas medidas para reduzir o poder dos generais dos temas após a revolta de Artavasdo (r. 741–742), o conde do Tema Opsiciano, a corporação foi demovida. Separada do Tema Opsiciano, a região onde os optimates foram assentados, incluindo a península oposta à cidade de Constantinopla, ambas as margens do golfo de Nicomédia e que chegava até as margens do rio Sangário foi transformada no tema separado dos optimates, com capital na cidade de Nicomédia.[2][6] A primeira menção do optimates como um tema separado nas fontes ocorreu apenas em 774-775,[7] mas é claro que a sua criação ocorreu antes, nos anos seguintes à revolta de Artavasdo.[8] O mesmo período foi também de enfraquecimento e partilha do antes poderoso Tema Opsiciano, com a criação também do Tema Bucelário.[9]


Daí em diante, ao contrário dos demais temas, o Tema Optímato não mais forneciam tropas armadas, mas era responsável por um grupo de 4 000 tocadores de mula com seus animais, responsáveis pelo transporte de materiais e suprimentos (touldon) dos tagmas em Constantinopla.[10] Este papel singular do Optímato o diferenciou de todos os demais temas: dada a sua função não-militar, os optimates não eram divididos em comandos intermediários (turmas ou drungos), um fato notado pelo imperador Constantino VII Porfirogênito (r. 913–959) como um sinal de um estatuto inferior.[11] Consequentemente, seu doméstico tinha o estatuto mais baixo entre todos os estrategos provinciais na hierarquia imperial.[2] Assim como nos outros temas, para a administração de seus encargos como governador da província, o doméstico era apoiado por um topoterita, por um oficial financeiro (cartulário) e por um secretariado liderado por um protocancelário.[12]
Os distritos rurais do tema foram atacados pelos turcos seljúcidas após a batalha de Manzicerta, mas Nicomédia resistiu e a área se tornou segura novamente sob o imperador Aleixo I Comneno (r. 1081–1118) com a ajuda da Primeira Cruzada.[13][14] A região foi em seguida ocupada pelo Império Latino após o saque de Constantinopla pela Quarta Cruzada em 1204 e o tema só foi restabelecido por João III Vatatzes (r. 1221–1254) quando tomou a região em 1240 em nome do Império de Niceia, estado-herdeiro do Império Bizantino, e sobreviveu até a área ser gradualmente conquistada pelos beilhiques otomanos, em ascensão no século XIV.[15]
Referências
- ↑ Haldon 1999, p. 196.
- ↑ a b c Foss 1991, p. 1529.
- ↑ a b Treadgold 1995, p. 96–97.
- ↑ Kazhdan 1991, p. 2018.
- ↑ Lounghis 1996, p. 32–33.
- ↑ Treadgold 1995, p. 99.
- ↑ Teófanes, o Confessor 1982, 446–447 (p. 134).
- ↑ Haldon 1984, p. 222–227.
- ↑ Lounghis 1996, p. 29–31.
- ↑ Haldon 1999, p. 158.
- ↑ Lounghis 1996, p. 34.
- ↑ Treadgold 1995, p. 105.
- ↑ Treadgold 1995, p. 218.
- ↑ Foss 1991a, p. 1483.
- ↑ Foss 1991a, p. 1484.
- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Optimatoi», especificamente desta versão.
Bibliografia
- Haldon, John F. (1984). Byzantine Praetorians: An Αdministrative, Ιnstitutional and Social Survey of the Opsikion and the Tagmata, c. 580-900 (em inglês). 3. Bona, Alemanha: R. Habelt. ISBN 3-7749-2004-4
- Haldon, John F. (1999). Warfare, State and Society in the Byzantine World, 565-1204. Londres: University College London Press. ISBN 1-85728-495-X
- Foss, Clive F. W. (1991). «Optimatoi». In: Kazhdan, Alexander. The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxônia: Imprensa da Universidade de Oxônia. ISBN 0-19-504652-8
- Foss, Clive F. W. (1991a). «Nikomedeia». In: Kazhdan, Alexander. The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxônia: Imprensa da Universidade de Oxônia. ISBN 0-19-504652-8
- Kazhdan, Alexander; McGeer, Eric (1991). «Taxiarchos». In: Kazhdan, Alexander. The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxônia: Imprensa da Universidade de Oxônia. ISBN 0-19-504652-8
- Lounghis, T. C. (1996). «The Decline of the Opsikian Domesticates and the Rise of the Domesticate of the Scholae». Byzantine Symmeikta (em inglês). 10. pp. 27–36. ISSN 1105-1639
- Treadgold, Warren T. (1995). Byzantium and Its Army, 284–1081 (em inglês). Stanford, Califórnia: Imprensa da Universidade de Stanford. ISBN 0-8047-3163-2
- Teófanes, o Confessor (1982). Harry Turtledove, ed. The Chronicle of Theophanes: Anni mundi 6095-6305 (A.D. 602-813) (em inglês). Filadélfia: Imprensa da Universidade da Pensilvânia. ISBN 978-0-8122-1128-3
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