Stahlhelm

stahlhelm alemão da Segunda Guerra Mundial.
Um soldado alemão durante a primeira guerra mundial com o seu capacete stahlhelm.

Stahlhelm (plural, stahlhelme) é a tradução literal da designação alemã para "capacete de aço". O Exército Imperial Alemão iniciou a substituição do pickelhaube pelo stahlhelm em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial. O termo stahlhelm[1] designa o clássico e simbólico design alemão, mas pode também referir-se genéricamente a qualquer outro capacete em metal.

História

No início da Primeira Guerra Mundial, nenhum dos exércitos combatentes possuía uma eficiente proteção para a cabeça, pois o capacete pickelhaube era em couro e tinha função essencialmente cerimonial. Quando a guerra entrou na fase dos combates em trincheiras, o número de baixas aumentou sensivelmente, devido os ferimentos causados por fragmentação de granadas.

Os franceses foram os primeiros a desenvolver uma proteção efetiva, ainda no final de 1915, quando passaram a distribuir para suas tropas o Capacete Adrian (francês: Capacete Adrian). Os Britânicos criaram o capacete brodie, que também foi usado por forças americanas; e os alemães começaram a usar o stahlhelm.

Esse capacete tornou-se um excelente símbolo militar, já que era um elemento comum da propaganda de guerra, assim como o pickelhaube havia sido na Primeira Guerra.
Alemanha Ocidental.

A Alemanha Ocidental abandonou o tradicional stahlhelm após a Segunda Guerra Mundial, pois simbolizava a agressividade militar alemã, e adotou uma variação do capacete estadunidense GI pot. O modelo usado pelas tropas paraquedistas (Fallschirmjäger) foi usado por algum tempo pelo GSG 9.

No entanto, os modelos M35/53 remanescentes foram largamente utilizado pela Bundesgrenzschutz (BGS), a Guarda de Fronteira da Alemanha Federal, até meados da década de 90.

Na década de 90 foi adotado o capacete em Kevlar de formato semelhante ao stahlhelm, apelidado de Fritz.

Os bombeiros alemães utilizaram até recentemente o modelo M34, geralmente pintados em cor fluorescente.

Alemanha Oriental

Na Alemanha Oriental foi adotado um capacete com o design parecido ao utilizado na Segunda Guerra Mundial, porém com formato mais cônico. Os Guardas de Fronteira e algumas unidades policiais permaneceram com o stahlhelm entre seus equipamentos, entretanto ele raramente foi usado.

Outros países

No Brasil, o Corpo de Bombeiros do Paraná fez uso do M34 até o Governo Militar, quando então foi abolido devido sua antipática simbologia. Esse capacete era na cor branca, com cimeira em metal prateado, e cervilheira (proteção para a nuca) em couro preto.

O exército chileno ainda usa uma variante do stahlhelm para propósitos cerimoniais.

Contexto de surgimento

Antes da “Grande Guerra” (Primeira Guerra Mundial), a maioria dos tipos de Capacetes militares não eram projetados para proteção. A maioria das forças armadas havia adotado o uso de boné ou capacete, geralmente feito de tecido ou couro. Apenas algumas bases de cavalaria utilizavam o capacete de metal, embora estes fossem projetados para proteger contra golpes de sabres, e não contra as causas de ferimentos que se tornariam comuns em guerras modernas.

Com a crescente da artilharia e a adoção generalizada das guerras de trincheiras, a proporção de ferimentos na cabeça aumentou drasticamente. Unidades de ambos os lados desenvolveram e produziam localmente, de forma independente, seus próprios capacetes de proteção improvisados a partir de 1915. Estacionada na área rochosa dos Vosges, a Unidade de Apoio do Exército Gaede registrou um número significativamente maior de ferimentos na cabeça causados por estilhaços de projéteis do que outras unidades em outras regiões. A oficina de artilharia do exercito desenvolveu independentemente um capacete que consistia de uma touca de tecido e couro com uma placa de aço (6 mm de espessura). A placa protegia não só a testa, mas também os olhos e o nariz. [2]

Enquanto os alemães foram os primeiros a iniciar o desenvolvimento de um capacete de combate moderno, eles foram atormentados pela burocracia e a inatividade.[2] Os franceses foram o primeiro país a adotar e fabricar seu próprio capacete para unidades do exército a partir de 1915.[3] O Império Britânico seguiu o exemplo mais tarde naquele ano com o capacete Brodie.

Referências

  1. Este modelo de capacete foi introduzido na Batalha de Verdun e se tornaria o modelo padrão do Exército Alemão, inclusive na Segunda Guerra Mundial. SONDHAUS, Lawrence, A Primeira Guerra Mundial,Pag. 237
  2. a b Ralph Reiley. «The German Stahlhelm, M1916s». Consultado em 19 julho 2024 
  3. Bélanger, Adrien; Amalric, Adrien (2008). La Grande guerre: chronologie, plans, cartes, illustrations, annotations sur l'armée, la troupe, les batailles, le matériel, les armes, etc. en parallèle de la transcription des extraordinaires journaux de guerre d'Adrien Amalric (em francês). Domérat: [s.n.] ISBN 978-2-9523027-3-9 

Bibliografia

Ligações externas

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