Rico Medeiros
| Rico Medeiros | |
|---|---|
| Nome completo | Nilzo Medeiros |
| Nascimento | 1936 |
| Morte | 24 de abril de 2020 |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Ocupação | cantor; compositor; político |
Nilzo Medeiros, mais conhecido como Rico Medeiros (Niterói, 1936 – 24 de abril de 2020) foi um cantor e compositor de sambas-enredo, além de político brasileiro.[1][2][3] É lembrado como um dos grandes intérpretes da história do Carnaval do Rio de Janeiro, tendo cantado em escolas como Salgueiro, Imperatriz, Lins Imperial e Unidos do Viradouro.[1]
Biografia
Rico Medeiros foi intérprete de sambas-enredo no Acadêmicos do Salgueiro durante a década de 1970,[4] assumindo o posto de cantor principal em 1978, quando cantou o samba "Do Yorubá à luz, à Aurora dos Deuses".[3]
Ainda nos anos 70, gravou álbuns de partido-alto, tendo sido autor de “Blusa amarela”, composição em parceria com Moacir. Esta canção foi gravada pelo grupo Os Originais do Samba.[3] Algumas de suas composições também foram gravadas por Neguinho da Beija-Flor.[3]
Ainda na década de 1980, radicou-se na cidade de São Gonçalo, onde foi candidato a vereador, sendo o sexto mais votado do município. Atuou como parlamentar na cidade por apenas um mandato.[3][5]
Foi cantor do Salgueiro até 1992[1], ora como cantor principal, ora como intérprete de apoio, com uma breve passagem pela Imperatriz Leopoldinense em 1987.[3]
Em 1993 foi apoio de Quinzinho na Unidos do Viradouro, tornando-se intérprete principal da escola nos dois anos seguintes.[3] Foi também compositor dos sambas daqueles dois anos, “Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal” (1994, em parceria com Gilberto Fabrino, Jorge Baiano e PC Portugal); e “O rei e os três espantos de Debret” (1995, em parceria com Bernardo, Gilberto Fabrino, Gonzaga, João Sergio, José Antonio Olivério, PC Portugal e Wilsinho).[3]
Foi homenageado pelo Salgueiro no ano de 2014, quando cantou na quadra da escola o samba de 1978.[4]
Rico Medeiros faleceu em 24 de abril de 2020, de causa mortis desconhecida, mas com suspeita de Covid-19.[4]
Desfiles
- 1978 a 1992 – Salgueiro (excluindo os anos de 82, 84, 88, 91 e 92)
- 1981 - Unidos de Nilópolis
- 1981 - Unidos de Cosmos
- 1983 – Boêmios da Madama (Niterói)
- 1985 - Lins Imperial (Grupo A)
- 1987 – Imperatriz (como cantor de apoio de Alexandre D’Mendes)
- 1987 - Vitória Régia (Manaus, na gravação do LP)
- 1993 - Viradouro (apoio de Quinzinho)
- 1994 e 1995 – Viradouro
Referências
- ↑ a b c SRZD (24 de abril de 2020). «Morre Rico Medeiros, histórico intérprete do Carnaval carioca»
- ↑ O São Gonçalo (24 de abril de 2020). «Morre Rico Medeiros, um dos mais marcantes intérpretes do Carnaval do RJ»
- ↑ «Cantor e compositor Rico Medeiros: "Nossa Senhora!"». O Batuque. 25 de novembro de 2019. Consultado em 18 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 18 de dezembro de 2025
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