Religião em Israel

A Religião em Israel é uma das principais características nacionais, representando uma base fundamental da formação cultural e social de seus habitantes. A religião têm desempenhado um papel central na história do país. O Estado de Israel se declara um "Estado judeu e democrático" e é o único país do mundo com uma população de maioria judaica.[2] A religião desempenha um papel central na vida nacional e civil, e quase todos os cidadãos israelenses são automaticamente registrados como membros das 14 comunidades religiosas oficiais do Estado, que exercem controle sobre diversas questões de direito de família, especialmente o casamento.
Estado Judeu


O Estado judeu[3][4] é o único país do mundo onde a maioria da população é seguidora do judaísmo. O cristianismo e o islamismo também têm presença significativa de fiéis entre os cidadãos israelenses. Além disso, há também outras minorias religiosas como os drusos e Baha'is. Israel concentra inúmeros locais sagrados das três grandes religiões monoteístas e reconhece a liberdade religiosa de todas, permitindo aos peregrinos de todo o mundo livre acesso aos lugares santos.
De acordo com a pesquisa realizada em 2011 pelo Instituto Central de Estatísticas de Israel, 75,3% da população total de Israel é constituída de judeus (5.837.000 indivíduos). 20,5% são seguidores do Islã (1.587.000 pessoas). As demais religiões somam 4,2% da população (322.000 pessoas).[5]
Diferentemente do que ocorre em outros países, os israelenses tendem a não se alinhar com um movimento de judaísmo (como o Judaísmo Reformista ou Judaísmo conservador), mas sim a definir sua filiação religiosa por diferentes graus de prática religiosa.
42% dos judeus israelenses se definem como "seculares"; 25% como "não religiosos"; 13% como "religiosos-tradicionalistas" (cumprindo apenas alguns mandamentos religiosos); 12% como "religiosos" (seguindo a maioria das leis e celebrando as datas religiosas) e 8% dos judeus israelenses se definiram como "haredim" (ortodoxos). 65% dos judeus de Israel declaram acreditar em Deus, mas 85% disseram participar das celebrações anuais do Pessach. No entanto, outras fontes indicam que entre 15% e 37% dos israelenses identificam-se como agnósticos ou ateus.[6]
Religião e nacionalidade
.No Estado de Israel, a maior religião é o judaísmo. Foi estabelecido para servir de pátria para todos os judeus do mundo, a salvo de perseguições antissemitas. Embora a lei israelense seja baseada na prestação dos direitos civis para todos os seus cidadãos, independentemente de religião, raça ou sexo, na prática, Israel dá um tratamento preferencial às pessoas que atendem aos critérios definidos pela Lei do Retorno. A Lei do Retorno não segue estritamente a lei religiosa tradicional (Halacá) em relação à definição de quem é judeu. Alguns indivíduos que não seriam considerados judeus pela Halacá possuem direitos sob a Lei do Retorno - por exemplo, filhos de mãe não judia ou convertidos ao judaísmo por correntes não ortodoxas.
O recebimento de judeus de outros países que desejam emigrar é parte essencial da política de aumento da população israelense. As regras de recebimento e absorção de imigrantes têm evoluído ao longo dos anos, com regulamentos cancelados ou alterados de acordo com as necessidades. Por exemplo, recentemente foi aprovada uma ordem temporária que impede os cidadãos israelenses de se casarem com não judeus residentes em Estados inimigos. Na prática, a lei se aplica apenas aos cidadãos árabes, e o objetivo declarado é a proteção contra a entrada ilegal de terroristas palestinos em Israel.
A maioria dos judeus israelenses se autoclassifica como “seculares” ou “tradicionalistas”. O termo "secular" é mais popular entre as famílias israelenses de origem europeia. Já o termo "tradicional" entre as famílias israelenses de origem oriental (do Oriente Médio, Ásia Central e Norte da África). Estas terminologias muitas vezes se sobrepõem e cobrem uma vasta gama de ideologias e uma variedade de abordagens para cumprir os mandamentos e cerimônias religiosas.
Em relação às subdivisões dentro do judaísmo, uma pesquisa Gallup de 2015 constatou que 65% dos israelenses se identificam como judeus seculares e 30% como praticantes religiosos.[7] Uma pesquisa do Haaretz de 2013 revelou que 26,5% se identificam como judeus ortodoxos, seguidos por judeus reformistas com 3,9% e judeus conservadores com 3,2%.[8] Uma distinção adicional costuma ser feita entre judeus ortodoxos moderados e judeus ultraortodoxos ou haredi. Israel também abriga o Congresso Judaico Mundial e o Rabinato Chefe de Israel.
Israel não possui uma constituição consolidada, mas a Liberdade Religiosa está garantida pelas leis existentes desde a fundação do Estado. As Leis Básicas de Israel definem o país como um "Estado Judeu". Estas leis, juntamente com a Knesset (Parlamento), a Suprema Corte de Israel também protegem a livre prática de quaisquer religiões.[9][10]
Os direitos das comunidades não judaicas segue o padrão e prática das administrações otomana e britânica, com algumas modificações. A lei israelense reconhece oficialmente cinco religiões, divididas em 14 comunidades. Essas religiões e comunidades reconhecidas (da mais antiga para a mais nova) são:
- Judaísmo
- Judaísmo Ortodoxo (administrado pelo Rabinato Chefe de Israel)
- Cristianismo
- Islamismo (administrado pelo Conselho Supremo Muçulmano)
- Druzuísmo (os drusos locais são liderados por líderes espirituais da família Tarif)
- Bahaísmo (administrada pela Casa Universal de Justiça).
Jerusalém e a religião
A cidade de Jerusalém se manteve ao longo dos séculos na consciência religiosa do povo judeu através das orações e das canções populares, por ter sido a capital dos antigos reinos judeus da Antiguidade e por ter sido o local onde existiram os dois grandes templos sagrados da religião hebraica. Em virtude desta importância espiritual, Jerusalém continuou sendo habitada por comunidades judaicas cujo tamanho variou ao longo das eras, e recebeu peregrinos judeus de forma contínua. Os judeus constituem a maioria da população de Jerusalém, pelo menos, desde 1864, segundo o censo britânico e os relatos de diversos viajantes.
Paralelamente, Jerusalém é considerada como o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos, depois das cidades de Meca e Medina, na Arábia Saudita. Segundo a crença islâmica, Maomé ascendeu aos céus a partir de Al-Aqsa, no mesmo local onde existiram os dois templos sagrados judeus. Em 1967, com a reunificação de Jerusalém, o governo de Israel estabeleceu um conselho de autoridades islamitas para monitorar os locais santos muçulmanos. Desde então, mesmo com o domínio político judaico sobre a cidade, a soberania de Al-Aqsa pertence integralmente aos muçulmanos, sendo vedada até mesmo a presença de judeus no local.
A maioria dos muçulmanos em Israel são árabes sunitas. Entre 1516 e 1917, o Império Turco-Otomano, (sunita) dominou toda a religião que agora inclui o Estado de Israel. Mas a partir do século XIX, com os movimentos religiosos judaicos de retorno à Terra Santa e, especialmente, após o surgimento do sionismo, a imigração de judeus para a então Palestina passou a aumentar gradativamente. Com a dissolução do Império Otomano, após a Primeira Guerra Mundial, estas ondas migratórias aumentaram, gerando as primeiras grandes colônias e propiciando uma maioria judaica em diversos locais. No entanto, com o início do domínio britânico, a guarda dos locais santos em Jerusalém e seus arredores foi concedida aos muçulmanos.
Em 1922, os britânicos estabeleceram um Conselho Supremo Muçulmano e nomearam Amin al-Husayni (1895-1974) como "Grão-Mufti de Jerusalém". O Conselho foi abolido em 1948, por conta da colaboração de al-Husseini aos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e dos ataques terroristas antijudaicos que comandou, mas Amin al-Husayni continuou detendo o título de "Grão-Mufti" até sua morte.
O papel do Rabinato Chefe

O Rabinato Chefe de Israel foi estabelecido ainda durante o Mandato Britânico. Ele é composto por representantes das comunidades asquenazitas e sefaraditas ortodoxas. Em 1921, o rabino Abraham Isaac Kook (1864-1935) foi eleito o primeiro rabino-chefe asquenazi, enquanto o rabino Yaakov Meir foi eleito o primeiro rabino-chefe sefardita. O Rabino Kook foi a inspiração para o movimento sionista religioso e reconhecido como o maior líder religioso de sua geração. Ele acreditava que o trabalho de judeus seculares para a criação de um estado judeu em Israel era parte do plano divino para a vinda do Messias à Terra.
O papel do Rabinato Chefe de Israel, hoje, é controverso, pois não reconhece outras correntes da religião judaica, como os movimentos reformistas. Além disso, o Rabinato Chefe é bastante criticado pelos cidadãos seculares de Israel, por conta de seu arbítrio em diversas questões. Através de uma rede nacional de tribunais religiosos, bem como uma rede de conselhos religiosos, que são parte integrante de cada autoridade local em Israel, o Rabinato Central detém o controle dos assuntos relacionados a conversão, e também nas questões de kashrut, reconhecimento das conversões e ritos funerários, de casamento e de divórcio.
As minorias religiosas
Cidadãos israelenses pertencentes a outras religiões gozam dos mesmos direitos e deveres dos cidadãos judeus, salvo em assuntos que possam comprometer o estilo de vida particular de cada minoria. Por exemplo, o Serviço Militar é facultativo para os não judeus.
Os israelenses não judeus também possuem direitos políticos, tais como o direito ao voto e à participação política. No parlamento existe uma forte bancada árabe-muçulmana. Salim Joubran, árabe-cristão, é juiz da Suprema Corte de Justiça.
Samaritanos
Israel abriga as únicas populações significativas de samaritanos no mundo. Eles são adeptos do samaritanismo — uma religião abraâmica semelhante ao judaísmo.[12][13] Em 1º de novembro de 2007, havia 712 samaritanos.[14] A comunidade vive quase exclusivamente em Kiryat Luza, no Monte Gerizim, e em Holon, que possui um bairro samaritano chamado Neve Pinchas. Seu líder religioso tradicional é o Sumo Sacerdote Samaritano, atualmente Aabed-El ben Asher ben Matzliach. Ancestralmente, eles reivindicam descendência de um grupo de habitantes israelitas das tribos de José (divididas entre as duas "meias tribos" de Efraim e Manassés) e da tribo sacerdotal de Levi.[15] Apesar de serem contados separadamente no censo, para fins de cidadania, o Rabinato Chefe de Israel os classificou como judeus de acordo com a lei.[16]
Cristãos


Embora o cristianismo seja a maior religião do mundo (33% da população mundial), ele não possui um grande número de adeptos em sua terra natal. Pouco mais de 80% dos cristãos israelenses são etnicamente árabes (cerca de 123.000 indivíduos), e a maioria dos cristãos israelenses restantes são provenientes da antiga União Soviética. Apesar da presença cristã, por serem árabes, são impedidos de acessar os lugares santos, segundo a ong Criminalise War.[17] Trata-se de cristãos que imigraram juntamente com algum parente judeu.
Os cristãos representam 1,9% da população israelense, totalizando 184.200 pessoas, a maioria árabes. As cidades com as maiores populações cristãs do país são Nazaré (18.900), Haifa (18.800), Jerusalém (13.400) e Nof HaGalil, uma cidade adjacente a Nazaré (10.800).[18] Israel é o lugar onde Jesus de Nazaré viveu e morreu, e possui importantes locais sagrados para o cristianismo, incluindo a Igreja do Santo Sepulcro, o local mais sagrado do cristianismo, onde se acredita que Jesus foi sepultado e ressuscitou, bem como a Igreja da Natividade em Belém, onde se acredita que Jesus nasceu. O Estado de Israel reconhece 10 igrejas cristãs específicas para fins de direito civil (casamentos, heranças, etc.), juntamente com o judaísmo e o islamismo. São elas: a Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém, a Igreja Greco-Católica Melquita, a Igreja Católica Latina, Igreja Maronita Siríaca de Antioquia, a Igreja Católica Armênia, a Igreja Católica Siríaca, a Igreja Católica Caldeia, Igreja Ortodoxa Siríaca, a Igreja Apostólica Armênia e a Igreja Episcopal em Jerusalém e no Oriente Médio.[19]
Além dessas igrejas, existem outras igrejas, principalmente protestantes,não reconhecidas pelo Estado, mas que praticam sua religião livremente. A Associação de Igrejas Batistas em Israel foi oficialmente fundada em 1965 por várias igrejas.[20]
As Testemunhas de Jeová, uma minoria cristã no país, tem apresentado aumento de em média 4% por ano. No ano de serviço de 2013, havia 1.459 Testemunhas no território de Israel, no ano de 2014, o número subiu para 1.504; em 2015, 1.567 adeptos.[21]
Quarenta por cento dos cristãos são melquitas, seguidos por 32% que são ortodoxos gregos, 20% católicos latinos, 7% maronitas e o restante pertence a outras igrejas.[22][23]
Em 2017, as Igrejas Católica, Ortodoxa e Luterana uniram-se para denunciar as tentativas do Estado israelense de "minar a presença cristã" no país e em Jerusalém em particular.[24] A prefeitura de Jerusalém enviou uma série de notificações, ordens de apreensão de propriedades da Igreja e contas bancárias para igrejas cristãs. “Eles bloquearam diversas contas bancárias, tanto as nossas quanto as do Patriarcado Ortodoxo Grego. Eles querem sufocar as igrejas porque somos responsáveis por manter a presença cristã em Jerusalém.”[25]
Em 2024, uma ONG israelense publicou um relatório afirmando que houve um “aumento notável” nos ataques contra cristãos e suas propriedades em Israel. Especificamente, este relatório registrou onze casos de assédio verbal, sete ataques violentos, 32 ataques contra igrejas e a profanação de um cemitério em 2023. Todos os agressores eram judeus religiosos, e a maioria deles ultraortodoxos. Além disso, as autoridades cristãs foram obrigadas a remover cruzes de certos locais, e a polícia israelense reduziu significativamente o número de participantes permitidos na cerimônia da Luz Sagrada em Jerusalém.[26]
Essa tendência continuou em 2025, quando um relatório corroborou um “padrão contínuo e crescente de intimidação e agressão” contra o clero e as igrejas cristãs em Israel. O relatório registou 155 casos de ataques contra cristãos, incluindo 28 relatos de ataques verbais (mais do dobro do número do ano anterior), embora a maioria dos ataques tenha sido física.[27]
Muçulmanos
Dos árabes israelenses, 82,7% são muçulmanos, 8,4% drusos e 8,3% cristãos.[5] Os árabes muçulmanos com cidadania israelense somam cerca de 1,2 milhões de pessoas, a maioria sunitas, e residem principalmente em pequenas cidades e aldeias, mais da metade deles no norte do país.
Os beduínos, também muçulmanos (estimados em cerca de 250 mil indivíduos), pertencem a cerca de 30 tribos, a maioria espalhadas em uma ampla área no sul do país. Os beduínos estão em fase de transição de um quadro social tribal e nômade para uma sociedade permanente.[28]
O islamismo chegou às então províncias bizantinas de Palestina Prima e Palestina Secunda durante as conquistas muçulmanas do século VII, sob o Califado Ortodoxo. A partir de então, a islamização atingiu grande parte da população, mesmo quando o território fazia parte do Reino de Jerusalém (1099–1291), fundado por cruzados cristãos. Após a reconquista muçulmana, o Islamismo permaneceu como a religião majoritária e, sob o Império Otomano (1516–1917), tornou-se a religião oficial, com predominância dos sunitas. As minorias cristã, judaica e samaritana gozavam de liberdade religiosa sob a autoridade de seu próprio clero, embora isso nem sempre fosse respeitado. A situação permaneceu inalterada após a ocupação britânica em 1917 e, em 1922, os ocupantes criaram o Conselho Supremo Muçulmano no Mandato Britânico da Palestina.[29]
O islamismo é a maior minoria religiosa em Israel, representando 17,4% da população, segundo o último censo[30] (excluindo os habitantes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza), sendo a variante sunita a majoritária.[31] A maioria dos muçulmanos é árabe, mas o islamismo também é praticado por alguns imigrantes africanos e asiáticos. O Conselho Supremo Muçulmano, estabelecido em 1921 durante o Mandato Britânico da Palestina, é a mais alta autoridade religiosa islâmica em Israel.

A terceira cidade mais sagrada do Islã é Jerusalém, lar do Monte do Templo e da Mesquita de Al-Aqsa (do qual faz parte aCúpula da Rocha), o terceiro local mais sagrado do Islã depois de Meca e Medina. Acredita-se que Abraão deveria sacrificar seu filho Isaque neste local, e os muçulmanos acreditam que Maomé ascendeu aos céus a partir daqui.[32] Seu fechamento é uma fonte frequente de disputa. [33]
Existem aproximadamente 2.200 amaditas em Israel,[34] um ramo heterodoxo do Islã não aceito pela maioria dos muçulmanos, que os consideram apóstatas. Israel é a sede do Oriente Médio da Comunidade Amadita, e eles têm seu próprio bairro, Kababir, localizado em Haifa.
Drusos

Cerca de 122.000 árabes-israelenses são drusos, que vivem em 22 aldeias no norte de Israel e constituem uma comunidade cultural, social e religiosamente separada dos demais árabes. A religião drusa não é acessível para pessoas de fora, mas um aspeto conhecido de sua filosofia é o conceito de “taqiyya”, que exige completa lealdade de seus adeptos ao governo do país em que residem. Os cidadãos drusos servem as Forças de Defesa de Israel.
A religião étnica drusa, chamada druzismo, teve origem no Califado Fatímida, no Egito do século XI. É uma fé monoteísta abraamica que defende a divindade do Califa Fatímida, uma crença considerada herética no Islã.[35] O druzismo desenvolveu-se a partir do ismaelismo, um ramo do islamismo xiita, mas os drusos não se consideram muçulmanos.[36][37][38][39]
Bahá'ís

Israel também é a sede mundial da Fé bahá'í, pois abriga a Casa Universal de Justiça e uma das maiores comunidades bahá'ís do Oriente Médio. O número de bahá'ís foi estimado em 14.000 em 2000.[40] O Israel moderno é onde se encontra o túmulo de Bahá'u'ullah, o fundador da fé. Ele morreu durante o período otomano na Palestina.[41]
Para os bahá'is a história religiosa da humanidade é vista como tendo sido manifestada através de uma série de mensageiros divinos, cada um dos quais estabeleceu uma religião adequada às necessidades de seu tempo e à capacidade das pessoas de então. Esses mensageiros vão de figuras abraâmicas como Moisés, Jesus, Maomé, às dármicas, como Críxena e Buda. Para os bahá'is, os mensageiros mais recentes são o Báb e Bahá'u'lláh. A humanidade é entendida como fazendo parte de um processo de evolução coletiva e a necessidade do tempo atual é o estabelecimento de paz, justiça e unidade a uma escala global.[42]
Outras religiões
Neopagãos
Embora o número exato de adeptos seja desconhecido (uma antiga estimativa era de 150 no total), principalmente devido ao estigma e à perseguição social, um número crescente de jovens israelenses está secretamente revivendo o culto politeísta pré-judaico de antigos deuses cananeus, conhecido como neopaganismo semítico. Além disso, outros cultuam em diferentes tradições neopagãs, como a celta, a nórdica e a wiccana.[43]
Hindus
Descendentes de imigrantes indianos, a pequena comunidade hindu em Israel é composta principalmente por representantes da Sociedade Internacional para a Consciência de Críxena. Em 2002, a maioria dos devotos vivia em Katzir-Harish.[44]
Budistas
Israel tem uma das maiores populações budistas do Oriente Médio (32 mil pessoas, em sua maioria seguidores do lamaísmo).[45]
Termos judaicos para os diferentes graus religiosos
| Em hebraico | Pronúncia | Em português | Exemplo | Observância | Imagem | ||||||||||||
| חילוני | Hiloni | Secular | Observa apenas as principais datas sagradas | Cumprem com Rosh Hashaná, Pesach etc. | Cabeça descoberta | ||||||||||||
| מסורתי | Masorati ¹ | Tradicionalista | Observa os mandamentos básicos | Kosher, Kidush Shabat, entre outros. | Cabeça descoberta nos dias comuns ² | ||||||||||||
דתי
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Dati
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Religioso
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Observa todos os mandamentos
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613 Mitzvot
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blank
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¹ Masorati (também chamado Shomer Masoret, Observante das tradições) não deve ser confundido com Masorti, que se refere à corrente do judaísmo conservador.
² "Yom Chol " - um dia comum e corrente que não se observa nenhuma festa religiosa (exemplo: em um dia que não é Shabat)
3 "Treme" - na presença de Deus
Referências
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- ↑ Beit-Hallahmi 2011, p. 385.
- ↑ The Jewish Republic of Israel
- ↑ IS ISRAEL A TRUE DEMOCRACY?
- ↑ a b [1]
- ↑ [2]
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- ↑ Poll: 7.1 percent of Israeli Jews define themselves as Reform or Conservative Haaretz, 11 June 2013
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