RG-42
| RG-42 | |
|---|---|
| Tipo | Granada de mão |
| Local de origem | |
| História operacional | |
| Utilizadores | Ver Operadores |
| Guerras | Segunda Guerra Mundial Guerra da Continuação[1] Guerra da Coreia Guerra do Vietnã Guerra Civil da Rodésia Guerra do Afeganistão (1979–1989) Guerra do Golfo Guerra Civil na Geórgia Primeira Guerra da Chechênia Guerra Civil Afegã (1992–1996) Insurgência no Cáucaso Norte Guerra Russo-Ucraniana |
| Histórico de produção | |
| Criador | S. G. Korshunov[2] |
| Data de criação | Cerca de 1942 |
| Período de produção | 1942–1954 |
| Especificações | |
| Peso | 420 g[2] |
| Altura | 121 mm |
| Diâmetro | 54 mm |
| Carga explosiva | Trinitrotolueno (TNT) |
| Peso da carga explosiva | 110–120 g |
| Detonador | Fusível de tempo, 3,2–4,0 segundos[2] |
A RG-42 soviética (Ручная Граната образца 42 года > Rutchnaia Granata obraztsa 42 goda, "Padrão de granada de mão ano [19]42") foi uma granada de mão de fragmentação projetada por S.G. Korshunov.[2]
Embora tenha sido introduzida como uma medida provisória para substituir a complexa e cara granada RGD-33, ela permaneceu em uso na União Soviética, nos países do Pacto de Varsóvia e em nações aliadas, como a República Popular da China, após a Segunda Guerra Mundial. No serviço soviético, foi utilizada até 1981, durante a Guerra Afegã-Soviética.
Projeto
Ao contrário da RGD-33, a RG-42 tinha um projeto simples, sendo pouco mais que um cilindro de chapa de aço preenchido com explosivos. Não exigia fundição e era produzida em fábricas de latas já existentes. Também compartilhava o fusível UZRG usado na granada F-1.[3]
Continha aproximadamente 110–120 g de explosivo de alta potência (TNT) em uma lata cilíndrica de metal estampado.[4] Segundo Rottman, o revestimento de fragmentação era uma fina chapa de aço laminada em três camadas com ranhuras em forma de diamante.[3]
A RG-42 era equipada com uma espoleta UZRG ou UZRGM com um retardo de 3,2–4,2 segundos, os mesmos tipos usados nas granadas F-1 e RGD-5.[4][5]
A granada podia ser arremessada a uma distância de 30–40 m e tinha um raio de fragmentação efetivo de aproximadamente 25 m.[6] O efeito da explosão era perigoso em um raio de pelo menos 10 m.[4]
O peso total da granada com a espoleta era de 420 g.[2]
História
A granada RG-42 foi originalmente introduzida durante a Segunda Guerra Mundial, a partir de 1942, como uma medida emergencial para substituir a granada RGD-33,[1] um projeto pré-guerra que se mostrou complexo demais para operar, caro demais e demorado demais para produzir.[7] Ela permaneceu em uso pela URSS, pelos países do Pacto de Varsóvia e pela China comunista no período pós-guerra.[3]
Após a Segunda Guerra Mundial, foi utilizada pelas forças comunistas na Guerra da Coreia, juntamente com a granada chinesa Tipo 42,[8] e pelas tropas norte-vietnamitas durante a Guerra do Vietnã.[9]
A RG-42 ainda era usada pelas tropas soviéticas, juntamente com as granadas F-1 e RGD-5, até 1981,[5] durante os estágios iniciais da Guerra Afegã-Soviética.[10] Nas montanhas do Afeganistão, o fusível de retardo de 3,2 a 4,2 segundos não só dava aos mujahideen afegãos tempo suficiente para procurar cobertura, como também representava o perigo de a granada rolar de volta para posições amigas após ser lançada.[11] Como resultado, a RG-42 foi substituída pelas granadas de mão RGN e RGO,[10] introduzidas em meados da década de 1980.[3]
Na década de 1990, ela ainda era usada pelas forças iraquianas durante a Guerra do Golfo;[12] durante a Guerra Civil na Geórgia, diversos grupos paramilitares compraram granadas excedentes da antiga União Soviética de oficiais russos;[13] em 1992, antes da Primeira Guerra da Chechênia, estimou-se que as forças chechenas leais ao líder separatista Djokhar Dudaiev capturaram 80.000 RG-42 de estoques soviéticos;[14] em 1994, várias milícias afegãs, incluindo o Talibã, possuíam algumas granadas, juntamente com outras armas leves soviéticas deixadas para trás após o colapso do regime de Mohammad Najibullah.[15]
Apesar da idade da RG-42, ela "ainda podia ser encontrada em quase qualquer lugar, especialmente na África e nos Bálcãs" na década de 2010, de acordo com a Jane's.[4] Em 2011, as forças de segurança do Azerbaijão apreenderam pelo menos três granadas de insurgentes do Emirado do Cáucaso;[16] em 2019, durante a guerra em Donbas, as forças ucranianas apreenderam pelo menos uma granada de insurgentes pró-Rússia.[17]
Cópias estrangeiras
Embora a RG-42 seja considerada obsoleta, a China continuou produzindo cópias (como a granada Tipo 42) até o final da década de 2000, enquanto a Polônia e a Romênia produziram a RG-42 até 2010.[4]
De acordo com a inteligência dos EUA, a Tchecoslováquia e a Coreia do Norte também produziram e utilizaram cópias locais da RG-42.[18][19]
Operadores
Afeganistão − Capturada pelos mujahideen afegãos[15]
Bulgária[20]
Emirado do Cáucaso[21]
República Chechena da Ichkeria[22]
China − Produzida localmente como Tipo 42[4]
Tchecoslováquia[18]
Alemanha Oriental[23][24]
Geórgia — Utilizada durante conflitos civis na década de 1990[13]
Iraque[12][25]
Coreia do Norte — Foram utilizadas pelo menos até 1997[19]
Polónia[26] — Foram utilizadas pelo menos até 2019[27]
Roménia[4]
União Soviética[2]
Ucrânia — Várias delas permaneceram armazenadas até pelo menos 2017.[28][29][30] Segundo o Ministério da Defesa russo, foram vistas em uso até abril de 2024.[31]
Vietname[9]
Referências
- ↑ a b Campbell 2020, p. 16.
- ↑ a b c d e f П. А. Гусак, А. М. Рогачев. Начальная военная подготовка (справочное пособие военрука). 2-е изд., доп. и перераб. Минск, 1975. стр.223–225
- ↑ a b c d Rottman 2015, p. 31.
- ↑ a b c d e f g Jones & Ness 2010, p. 753.
- ↑ a b Yelshin 1981, p. 31.
- ↑ Russian General Staff 2002, p. 41.
- ↑ Rottman 2015, p. 30.
- ↑ Bunker 2010, p. 292.
- ↑ a b Rottman 2012, p. 31.
- ↑ a b Russian General Staff 2002, pp. 40−41.
- ↑ Russian General Staff 2002, p. 42.
- ↑ a b Jacobson 1991, p. 34.
- ↑ a b Small Arms Survey (1998). Politics From The Barrel of a Gun (PDF). [S.l.]: Cambridge University Press. p. 40. Cópia arquivada (PDF) em 12 de janeiro de 2011
- ↑ German 2003, pp. 57−58.
- ↑ a b Matinuddin 2000, p. 49−51.
- ↑ Hahn 2014, pp. 228−229.
- ↑ CAR 2021, p. 102.
- ↑ a b Department of the Army 1960, p. 69.
- ↑ a b RG-42 Fragmentation Hand Grenade // North Korea Country Handbook MCIA-2630-NK-016-97. U.S. Department of Defense, May 1997. page A-94
- ↑ Department of the Army 1960, p. 48.
- ↑ Hahn 2014, p. 229.
- ↑ German 2003, p. 58.
- ↑ Taschenkalender der Nationalen Volksarmee. Verlag des Ministeriums für Nationale Verteidigung, 1957
- ↑ Department of the Army 1960, p. 95.
- ↑ Marine Corps Intelligence Activity (1998). Iraq Country Handbook (PDF). [S.l.]: U.S. Government Printing Office. p. A-18. Cópia arquivada (PDF) em 28 de maio de 2005
- ↑ Department of the Army 1960, p. 139.
- ↑ "W końcowej fazie poligonowego szkolenia zintegrowanego terytorialsi wykonywali rzut bojowym granatem zaczepnym RG-42."
Bogusław Politowski. Terytorialsi na poligonie w Wędrzynie // "Polska Zbrojna" (August 5, 2019) - ↑ Розпорядження Кабінету міністрів України від 1 березня 2006 р. No. 241 «Про затвердження переліку військового майна військ Цивільної оборони, яке може бути відчужено»
- ↑ Розпорядження Кабінету міністрів України від 25 травня 2011 р. No. 450-р «Деякі питання відчуження майна Оперативно-рятувальної служби цивільного захисту Міністерства надзвичайних ситуацій»
- ↑ Розпорядження Кабінету міністрів України від 18 серпня 2017 р. No. 547-р «Про затвердження переліку боєприпасів, що підлягають утилізації у 2017–2021 роках»
- ↑ Военнослужащий армейского корпуса группировки войск «Восток» уничтожил 27 украинских боевиков в ходе захвата и удержания опорного пункта ВСУ в районе Новомихайловки[ligação inativa] / official website of the Russian Ministry of Defense (April 5, 2024)
Рядовой Максимов отбил четыре штурма и уничтожил 27 боевиков / телеканал "Звезда" от 5 апреля 2024
Bibliografia
- Bunker, Robert J. (2010). «Grenades». In: Tucker, Spencer C; Pierpaoli Jr, Paul G; Kim, Jinwung; Li, Xiaobing; Matray, James I. The Encyclopedia of the Korean War: A Political, Social, and Military History [3 volumes]. [S.l.]: Bloomsbury Publishing USA. p. 292−293. ISBN 978-1-85109-850-7
- Campbell, David (2020). Soviet Soldier vs Finnish Soldier: The Continuation War 1941–44. [S.l.]: Bloomsbury Publishing. ISBN 978-1-4728-3828-5
- Department of the Army, United States (1960). Handbook on the Satellite Armies. Washington, DC: Headquarters, Department of the Army
- German, Tracey C. (2003). Russia's Chechen War. [S.l.]: Routledge. ISBN 978-1-134-43250-9
- Hahn, Gordon M. (2014). The Caucasus Emirate Mujahedin: Global Jihadism in Russia's North Caucasus and Beyond. [S.l.]: McFarland. ISBN 978-1-4766-1495-3
- Jacobson, Michael R (1991). Garland, Albert N., ed. «Iraqi Infantry». Fort Benning, GA: U.S. Army Infantry School. Infantry. 81 (1): 33−37
- Jones, Richard D; Ness, Leland S, eds. (2010). Jane's Infantry Weapons 2010-2011 36th ed. Surrey: Jane's Information Group. ISBN 978-0-7106-2908-1
- Matinuddin, Kamal (2000). The Taliban Phenomenon Afghanistan 1994-1997: With An Afterword Covering Major Events Since 1997. [S.l.]: Lancer Publishers. ISBN 978-81-7062-107-2
- Rottman, Gordon L. (2015). The Hand Grenade. [S.l.]: Bloomsbury Publishing. ISBN 978-1-4728-0735-9
- Rottman, Gordon L. (2012). North Vietnamese Army Soldier 1958–75. [S.l.]: Bloomsbury Publishing. ISBN 978-1-84603-867-9
- Russian General Staff (2002). Grau, Lester W; Gress, Michael A., eds. The Soviet-Afghan War: How a Superpower Fought and Lost. [S.l.]: University Press of Kansas. ISBN 978-0-7006-1185-0
- Weapons of the War in Ukraine (PDF) (Relatório). London: Conflict Armament Research. 2021
- Yelshin, Colonel N. (outubro de 1981). Kuchin, Valentin, ed. «Hand Grenades». Moscow: Krasnaya Zveda Publishing House. Soviet Military Review (10): 30−31
Ligações externas
Content Disclaimer
Informasi ini disarikan dari Wikipedia dan disajikan kembali untuk tujuan edukasi. Konten tersedia di bawah lisensi CC BY-SA 3.0. Kami tidak bertanggung jawab atas ketidakakuratan data yang bersumber dari kontribusi publik tersebut.
- The information displayed on this website is sourced in part or in whole from Wikipedia and has been adapted for the purpose of restating it. We strive to provide accurate and relevant information, however:
- There is no guarantee of absolute accuracy. Wikipedia is an open, collaborative project that can be edited by anyone, so information is subject to change.
- It is not intended to constitute professional advice. The content displayed is for informational and educational purposes only. For important decisions (e.g., medical, legal, or financial), please consult a professional.
- Content copyright. Wikipedia is licensed under the Creative Commons Attribution-ShareAlike License (CC BY-SA). This means that content may be reused with appropriate attribution and shared under a similar license.
- Responsible use. Any risk arising from the use of information from this website is entirely the responsibility of the user.