Philip Guston

Philip Guston
Nascimento27 de junho de 1913
Montreal
Morte7 de junho de 1980 (66 anos)
Woodstock
SepultamentoWoodstock Artists Cemetery
CidadaniaEstados Unidos, Canadá
CônjugeMusa Guston, Musa McKim
Alma mater
  • Faculdade de Arte e Design Otis
  • Manual Arts High School
Ocupaçãopintor, ilustrador, muralista, litógrafo, gravador, desenhista, gravador, Projetista de arquitetura, artista
Distinções
Empregador(a)Universidade Washington em St. Louis, Works Progress Administration, Universidade de Iowa
Obras destacadasLate Afternoon
Movimento estéticoexpressionismo abstrato, neo-expressionismo
Causa da morteenfarte agudo do miocárdio

Philip Guston (Montreal, 27 de Julho de 1913Woodstock, Nova Iorque, 7 de Junho de 1980) foi um importante pintor norte-americano.

Biografia / Obra

Nascido no Canadá, no seio de uma família judia oriunda de Odessa, Guston passou a maior parte da infância e juventude em Los Angeles, onde fez amizade com Jackson Pollock. Foi um artista em grande parte autodidata; não completou o ensino secundário e apenas frequentou o Otis Art Institute durante um breve período.[1]

A sua obra inicial pode conotar-se com as preocupações político-sociais do Movimento Muralista Mexicano. Em 1934 realiza - em parceria com Reuben Kadish -, um grande mural em Morelia, México, a convite de David Alfaro Siqueiros. Em 1935 fixa-se em Nova Iorque, realizando murais para o WPA (Federal Arts Project / Works Progress Administration), e em 1941 parte para Iowa City, para ensinar na School of Art and Art History; postas de parte as grandes encomendas, dedica-se a uma arte mais íntima e pessoal.[2]

Na década de 1950 regressa a Nova Iorque, abandona a figuração e integra-se na corrente abstracta emergente – Escola de Nova Iorque / Expressionismo Abstracto –, a par de Mark Rothko, Willem de Kooning ou Jackson Pollock. O seu trabalho integra a grande exposição The New American Painting, organizada pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque em 1958, que dá a conhecer, na Europa, os mais importantes artistas do movimento.[2]

Em 1962 realiza uma grande exposição retrospectiva no Guggenheim Museum de Nova Iorque. A partir de 1968 regressa à figuração, apresentando os primeiros trabalhos dessa nova via numa exposição controversa na Marlborough Gallery de Nova Iorque em 1970.[2]

No fim da década de 1960, Guston começa a exprimir dúvidas sobre a arte abstrata perante a violença do mundo contemporâneo (racismo do Ku Klux Klan, guerra do Vietnam). Ele opera então uma verdadeira viravolta rumo à figura com pinturas e desenhos povoados por seres inquietantes e grotescos, inspiradas pela figura do Klansman (o integrante do Ku Klux Klan).Este novo stilo é violentamente criticado pelo New York Times (Hilton Kramer) e pelo Time Magazine (Robert Hughes). A maioria dos críticos consideram que a volta a uma arte figurativa reminiscente aos cartoons constitui uma traição. Na década de 1970 Guston isola-se em Woodstock, e realiza uma obra intensamente pessoal, antecipando e influenciando a figuração expressionista que haveria de se afirmar internacionalmente já depois da sua morte. Se pode afirmar hoje que pintores como Baselitz, Dana Schutz, Amy Sillman, e muitos artistas figurativos de hoje nos Estados Unidos ou na Europa foram marcados pela revolução figurativa iniciado por Philip Guston.[2]

Bibliografia

  • ASHTON, Dore. A Critical Study of Philip Guston (1976). Berkeley; Los Angeles; Oxford: University of California Press, 1990. ISBN 0-520-06931-5
  • AUPING, Michael. Philip Guston: Retrospective. New York: Thames & Hudson; Modern Art Museum of Fort Worth, 2003. ISBN 0-500-09308-3
  • BOTELHO, Manuel. Guston em contexto: até ao regresso da figura. Lisboa: Livros Vendaval, 2007. ISBN 978-972-8984-05-2
  • MAYER, Musa. Night Studio: A Memoir of Philip Guston (1988). New York: Da Capo Press, 1997. ISBN 0-306-80767-X
  • STORR, Robert. Philip Guston. New York, London, Paris: Abbeville Press, 1983. ISBN 1-55859-250-4
  • DE BARANANO, Kosme, Philip Guston and the Poets, Hauser & Wirth Publishers 2017 ISBN 978-3-906915-00-5
  • OTTINGER, Didier, Philip Guston, peintures 1947-1979, Editions di Centre Pompidou, 2000 ISBN 2-84426-072-1
  • DABROWSKI, Magdalena, the Drawings of Philip Guston, the Museum of Modern Art, New York, 1988 ISBN 0-87070-352-8

Ligações externas

Referências

  1. ASHTON, Dore. A Critical Study of Philip Guston (1976). Berkeley; Los Angeles; Oxford: University of California Press, 1990. ISBN 0-520-06931-5
  2. a b c d ASHTON, Dore. A Critical Study of Philip Guston (1976)

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