Os Fuzis
| Os Fuzis | |
|---|---|
Pôster promocional | |
| Brasil Argentina 1964 • p&b • 80 min | |
| Género | drama |
| Direção | Ruy Guerra |
| Roteiro | Ruy Guerra Miguel Torres Pierre Pelegri |
| Elenco | Átila Iório Nelson Xavier Joel Barcellos Hugo Carvana Paulo César Peréio |
| Idioma | português |
Os Fuzis é um filme brasilo-argentino de 1964 do gênero drama, dirigido por Ruy Guerra, com roteiro dele e de Miguel Torres e Pierre Pelegri. No elenco, conta com nomes como Átila Iório, Nelson Xavier, Maria Gladys, Leonides Bayer, Ivan Cândido, Joel Barcellos, Hugo Carvana e Paulo César Peréio. A trama segue um grupo de soldados que são enviados ao nordeste do Brasil para impedir que cidadãos pobres saqueiem armazéns por causa da fome. Enquanto a alienação e a loucura de um povo em delírio pela fome latente são conduzidas pelas previsões de um religioso, um motorista de caminhão observa a situação e fica dividido entre sua amizade com os soldados e sua revolta contra a falta de ação do governo para sanar a miséria que assola a região.[1]
Um dos marcos do movimento cinematográfico brasileiro Cinema Novo, sua estreia mundial ocorreu no 14º Festival de Cinema de Berlim, onde competiu pelo Urso de Ouro, prêmio máximo do Festival.[2] Ruy Guerra recebeu o Urso de Prata de Prêmio Extraordinário do Júri.[3] Ainda recebeu o Prêmio Cabeza de Palenque no Festival de Acapulco, e o Prêmio de melhor fotografia no Festival de Pesaro. Os Fuzis é o filme que marca a estreia da "trilogia Ruy Guerra", formada também pelos filmes A Queda, de 1978, e A Fúria, de 2024.[4] Foi lançado no mercado estrangeiro com o título The Guns.
Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos cem melhores filmes brasileiros de todos os tempos, atingindo a 23ª posição.[5]
Sinopse
Um grupo de soldados é enviado ao nordeste do Brasil para impedir que cidadãos pobres saqueiem armazéns por causa da fome. Enquanto a alienação e a loucura de um povo em delírio pela fome latente são conduzidas pelas previsões de um religioso, um motorista de caminhão observa a situação e fica dividido entre sua amizade com os soldados e sua revolta contra a falta de ação do governo para sanar a miséria que assola a região.
Elenco
- Átila Iório como Gaúcho
- Nelson Xavier como Mário
- Maria Gladys como Luísa
- Leonides Bayer como Sargento
- Ivan Cândido como Soldado
- Paulo César Pereio como Pedro
- Hugo Carvana como José
- Maurício Loyola como Beato
- Joel Barcellos como vaqueiro com o filho morto
- Ruy Polanah
- Antônio Pitanga[nota 1]
Recepção
Prêmios e indicações
Em sua estreia no Festival de Cinema de Berlim, em 1964, recebeu o Urso de Prata de Prêmio Extraordinário do Júri, onde também competiu pelo Urso de Ouro, o prêmio de maior prestígio do Festival. No mesmo ano, ganhou o Prêmio de melhor fotografia no Festival de Pesaro. Ainda foi premiado com o Prêmio Cabeza de Palenque no Festival de Acapulco, em 1965.
Listado na 23ª posição na lista da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos cem melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Legado
Juntamente com os filmes Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos lançado em 1963, e Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha lançado em 1964, Os Fuzis faz parte da chamada "trilogia de ouro" do movimento cinematográfico brasileiro Cinema Novo.[6][7]
Ver também
Notas e referências
Notas
- ↑ Creditado como Antonio Sampaio
Referências
- ↑ «FILMOGRAFIA - OS FUZIS». bases.cinemateca.gov.br. Consultado em 14 de abril de 2026
- ↑ «PROGRAMME 1964». berlinale.de. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 9 de Novembro de 2013
- ↑ «PRIZES & HONOURS 1964». berlinale.de. Consultado em 14 de abril de 2026. Cópia arquivada em 15 de Outubro de 2013
- ↑ «Ruy Guerra encerra trilogia iniciada em 1964 na última noite de Mostra Competitiva do 57º Festival de Brasília». Visite Brasília. 7 de dezembro de 2024. Consultado em 15 de abril de 2026
- ↑ André Dib (27 de novembro de 2015). «Abraccine organiza ranking dos 100 melhores filmes brasileiros». Abraccine. abraccine.org. Consultado em 26 de outubro de 2016
- ↑ Ruy Guerra - A autenticidade do cinema brasileiro, acesso em 31 de julho de 2016.
- ↑ Os Fuzis, de Ruy Guerra A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos, acesso em 30 de julho de 2016.
Ligações externas
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