O Continente

O Continente
Autor(es)Érico Veríssimo
IdiomaPortuguês
País Brasil
GêneroFicção histórica
Saga familiar
SérieO Tempo e o Vento
EditoraEditora Globo (1949–2004)
Companhia das Letras (2004–presente)
Lançamento1949
Páginas856
ISBN9788535905595
Cronologia
O Retrato (1951)

O Continente é a primeira parte da trilogia O Tempo e o Vento, do escritor gaúcho Érico Veríssimo, publicada em Porto Alegre em 1949. Composta por dois volumes (ISBN 978-85-359-0559-5 e 978-85-359-0562-5, ed. Companhia das Letras), narra a formação do Rio Grande do Sul desde 1745, com a chegada dos primeiros colonos ao Continente de São Pedro e a destruição das Missões Jesuíticas, até a Revolução Federalista de 1893–1895, através da saga das famílias Terra, Cambará e Amaral na cidade fictícia de Santa Fé. O crítico Antonio Candido a descreveu como "um dos grandes romances da literatura brasileira".[1]

Contexto de criação

A ideia de narrar a história do Rio Grande do Sul por meio de uma saga familiar remonta a 1939, quando Érico Veríssimo registrava em suas notas o desejo de escrever um "massudo romance cíclico" com o título provisório de Caravana.[2] O projeto foi adiado pela iminência da Segunda Guerra Mundial, que o levou a escrever primeiro Saga (1940). Retomado em 1947, a escrita de O Continente durou dois anos de pesquisa nos registros das Missões Jesuíticas, nas crônicas da Revolução Farroupilha e da Revolução Federalista e na documentação sobre a formação das cidades gaúchas.[2] A cidade fictícia de Santa Fé, palco de toda a saga, foi modelada com base em Cruz Alta, cidade natal de Érico, e em outras pequenas cidades da Campanha gaúcha.[3]

A obra foi também marcada pela história pessoal do autor. Érico narra em suas memórias (Solo de Clarineta) a separação traumática dos pais na adolescência: o pai abandonara a família para viver nos bares de Cruz Alta, enquanto a mãe trabalhava como costureira para sustentar os filhos. Essa experiência tornou-se a matriz das grandes personagens femininas da trilogia: Ana Terra, Bibiana, Maria Valéria, mulheres que sustentam famílias inteiras enquanto os homens se perdem em guerras, vícios e ambições.[4] Para Regina Zilberman, essa repetição matriarcal não é acidental: é o argumento central da obra.[5]

Estrutura e volumes

O Continente foi publicado originalmente em um único volume em 1949, mas circula atualmente em dois volumes na edição da Companhia das Letras (2004). O Volume 1 (416 páginas) contém os capítulos A Fonte, Ana Terra e Um Certo Capitão Rodrigo, além das primeiras seções intercaladas de O Sobrado; o Volume 2 (440 páginas) contém A Teiniaguá, A Guerra, Ismália Caré e as seções finais de O Sobrado, que formam o clímax de toda a narrativa.[1][6]

A inovação formal central de O Continente é o zigue-zague entre passado e presente. Sete longas narrativas em ordem cronológica, cada uma quase um romance autônomo, são intercaladas pelos fragmentos de O Sobrado, a narrativa ambientada no presente da história (1895) que funciona simultaneamente como moldura e como clímax. A amplitude desse zigue-zague vai diminuindo conforme o passado narrado se aproxima do presente, até que ambos se fundem no cerco ao Sobrado. Esse dispositivo não é apenas formal: é a tese filosófica da obra materializada em arquitetura narrativa.[7]

Volume 1

A Fonte

A história começa em 1745. Pe. Alonso, jesuíta espanhol nascido em Pamplona, vive uma existência quase idílica nos Sete Povos das Missões e procura entender um sonho perturbador recorrente. Ao conversar com seu confessor, vêm à tona memórias dolorosas de uma juventude dissoluta: o padre havia sido amante de uma mulher casada e planejara matar o marido. Ao se aproximar da casa com um punhal, descobriu que o homem já havia morrido, mas carregou para sempre o peso da culpa pela intenção. Tornou-se padre missionário para se redimir e guardou o punhal como lembrete permanente.

Certa tarde, chega às Missões uma índia grávida em trabalho de parto. Os jesuítas não conseguem salvar sua vida, mas o filho nasce saudável. O menino, mestiço de índia com branco, é batizado Pedro e Pe. Alonso torna-se seu padrinho e educador. Pedro cresce excepcionalmente talentoso, mas tem visões recorrentes da Virgem Maria, que identifica com a mãe morta.

A vida idílica das Missões é destruída pelo Tratado de Madrid: as terras que pertenciam à Espanha passam para a Coroa Portuguesa, e o governo exige que índios e jesuítas se transfiram. Os índios convertidos se revoltam sob o comando de Sepé Tiaraju, mas sucumbem. Pedro prevê a morte de Tiaraju, que se concretiza. Quando as forças portuguesas se aproximam, os jesuítas e índios incendeiam as construções. Pedro toma o punhal de Pe. Alonso e desaparece, para reaparecer adulto no capítulo seguinte.

Ana Terra

Ana Terra é filha de Maneco Terra e Henriqueta, colonos paulistas estabelecidos na região do Rio Pardo. É proibida pelo pai de se relacionar com Pedro Missioneiro, o mestiço das Missões que aparece em sua vida como forasteiro sem passado conhecido. Os dois têm um filho. Quando o pai descobre a gravidez, manda os irmãos matarem Pedro.

Logo depois, castelhanos invadem a fazenda, matam Maneco Terra e o irmão de Ana e a violentam. Ana consegue esconder o filho recém-nascido, a cunhada e a sobrinha. Parte sozinha pelos campos do sul em busca de um recomeço e chega a Santa Fé, onde toda a história de O Tempo e o Vento se desdobrará pelas gerações seguintes. Ana Terra é o capítulo mais emocionalmente denso de O Continente: nele se estabelece o arquétipo feminino que atravessará toda a trilogia, a mulher que suporta, resiste e sustenta enquanto o mundo ao seu redor desmorona.

Um Certo Capitão Rodrigo

O capitão Rodrigo Cambará chega intempestivamente a Santa Fé, aventureiro destemido e gaúcho arquetípico, sem dono e sem destino fixo. Faz de imediato amigos e inimigos. O Cel. Ricardo Amaral Neto, mandachuva despótico da cidade, convoca-o e exige que se retire. Rodrigo recusa e permanece, meio por gosto, meio por teimosia.

Num dia de finados, vê Bibiana Terra visitando o túmulo da avó Ana e apaixona-se. Bibiana, herdeira da desconfiança feminina da avó, resistia ao avanço de Bento Amaral, filho do Coronel. A situação culmina num duelo de esgrima crioula: Rodrigo vence, mas Bento lança mão de um revólver escondido e o fere gravemente. Rodrigo é acolhido na casa de Pedro Terra e se recupera. O Coronel Amaral, envergonhado pela covardia do filho, promete deixá-lo em paz. Bibiana, impressionada pela coragem do capitão, aceita casar-se com ele.

Rodrigo abre uma venda com Juvenal Terra, mas seu gênio não se acomoda à vida pacata: começa a beber, jogar e trair. Bibiana suporta estoicamente. Quando estoura a Revolução Farroupilha, Rodrigo parte para se juntar às tropas de Bento Gonçalves. Volta com um batalhão para tomar Santa Fé, lidera o ataque ao casarão do Coronel Amaral e é mortalmente ferido, morrendo como viveu: em campo aberto, de frente para o inimigo.

Volume 2

A Teiniaguá

A Teiniaguá acompanha Bolívar Cambará, filho do Capitão Rodrigo e de Bibiana, e sua obsessão pela índia Teiniaguá, figura ligada à lenda da Salamanca do Jarau, um dos mitos fundadores da tradição oral gaúcha. Bolívar, herdeiro do temperamento irrequieto do pai mas sem sua grandeza épica, deixa-se consumir por uma paixão que oscila entre o desejo carnal e o fascínio sobrenatural. É o capítulo que mergulha mais fundo no universo mítico e folclórico rio-grandense, onde Érico aproxima a narrativa realista do registro da lenda, criando uma tensão entre o histórico e o sobrenatural que não reaparece nos demais capítulos com a mesma intensidade. A Teiniaguá funciona também como espelho invertido do Capitão Rodrigo: onde o pai conquistava o mundo com bravura, o filho se perde numa obsessão que o diminui.

A Guerra

O título carrega uma dupla referência. A primeira é à Guerra do Paraguai, que causa profunda decadência em Santa Fé, de alto custo humano e material. A segunda é à guerra doméstica instaurada no Sobrado após a morte de Bolívar: sua mãe Bibiana e sua viúva Luzia, que já se detestavam em vida do marido, travam uma batalha incessante pelo domínio da casa e pela criação do neto Licurgo. Carl Winter, o médico alemão da família, descreve a situação com ironia clínica como uma carreira entre as duas, apostando em quem sobreviverá. Bibiana sintetiza o conflito em diálogo memorável: "Ficamos com nossa guerra miudinha, dia a dia, hora a hora...".[8]

Ismália Caré

Ismália Caré é a última das grandes narrativas inteiriças de O Continente e o elo entre todos os capítulos anteriores e o clímax de O Sobrado.[9] Luzia morreu, deixando o controle do Sobrado à odiada sogra Bibiana. Licurgo já é homem formado, prestes a casar com Alice, filha de Florêncio. Por influência de Toríbio Rezende, funda um clube republicano em Santa Fé e adere ao abolicionismo, libertando seus escravos: "O convívio com Toríbio Rezende, a leitura dos artigos que Júlio de Castilhos publicava na imprensa... tudo isso tinha feito Licurgo Cambará um republicano e um abolicionista."[10] O título faz referência à amante que Licurgo mantinha antes do casamento, que, curiosamente, só aparece em pessoa ao final da narrativa, apesar de mencionada a todo momento.[11]

O Sobrado

O Sobrado é a narrativa que envolve e atravessa toda a estrutura de O Continente. Diferente de todos os outros capítulos, narrados em ordem cronológica, ela é fragmentada e interposta entre os demais em numerações separadas, criando o zigue-zague temporal que define a identidade formal da obra. A narrativa se passa em 1895: Licurgo Cambará, intendente de Santa Fé, está sitiado no Sobrado pelas forças dos maragatos, comandados pelos descendentes da família Amaral. Dentro da casa, os membros da família e seus capangas enfrentam graves necessidades de água, comida e cuidados médicos. A tensão é continuamente adiada pelas longas narrativas do passado intercaladas, que, à medida que avançam no tempo, revelam como se chegou até este cerco. Quando os dois planos temporais finalmente se fundem, o resultado é o clímax de toda a primeira parte da trilogia.

Personagens

Personagens de O Continente
Personagem Família Capítulo(s) Descrição
Pe. Alonso A Fonte Jesuíta espanhol nascido em Pamplona, padrinho e educador de Pedro Missioneiro. Seu punhal de prata, símbolo de culpa carregada por intenção e não por ato, passa de geração em geração como objeto de memória.
Pedro Missioneiro A Fonte / Ana Terra Mestiço de índia com branco, criado por Pe. Alonso nas Missões. Pai do filho de Ana Terra. Sua origem é a raiz de toda a linhagem Terra-Cambará e o símbolo da miscigenação fundadora do Rio Grande do Sul.
Ana Terra Terra Ana Terra Filha de colonos paulistas. Tem um filho com Pedro Missioneiro após proibição paterna. Sobrevive à destruição da família e recomeça em Santa Fé. Arquétipo da força feminina que atravessa toda a trilogia.
Capitão Rodrigo Cambará Cambará Um Certo Capitão Rodrigo Aventureiro destemido e gaúcho arquetípico. Chega a Santa Fé, casa-se com Bibiana Terra após duelo com Bento Amaral e morre heroicamente na Revolução Farroupilha.
Bibiana Terra Cambará Terra/Cambará Um Certo Capitão Rodrigo / O Sobrado Neta de Ana Terra. Mulher de estoicismo exemplar que sustenta a família e o Sobrado por décadas. Para Regina Zilberman, é uma duplicação da avó: "também é Ana, e Ana duas (bi) vezes".
Bolívar Cambará Cambará A Teiniaguá Filho do Capitão Rodrigo e Bibiana. Sua morte prematura desencadeia a guerra doméstica entre Bibiana e a viúva Luzia pelo controle do Sobrado.
Luzia Silva Cambará Cambará A Guerra Viúva de Bolívar. Trava com Bibiana uma batalha doméstica incessante pelo domínio do Sobrado e da criação do neto Licurgo.
Cel. Ricardo Amaral Neto Amaral Um Certo Capitão Rodrigo / O Sobrado Mandachuva despótico de Santa Fé. Sua rixa com o Capitão Rodrigo atravessa gerações e culmina, pelos descendentes, no cerco ao Sobrado.
Bento Amaral Amaral Um Certo Capitão Rodrigo Filho do Coronel Amaral. Perde o duelo de esgrima crioula com Rodrigo e, em ato covarde, saca um revólver escondido para feri-lo. Representa a degeneração moral da oligarquia.
Carl Winter A Guerra / Ismália Caré Médico alemão de Santa Fé. Figura humanista e racional: diagnostica com ironia a "guerra" entre Bibiana e Luzia como uma corrida entre as duas.
Licurgo Cambará Cambará Ismália Caré / O Sobrado Neto de Bibiana. Abolicionista e republicano, torna-se intendente de Santa Fé. Protagonista do cerco ao Sobrado, onde resiste durante semanas ao ataque dos maragatos da família Amaral.

Temas

O arquétipo feminino

O Continente estabelece o tema que perpassa toda a trilogia: enquanto os homens se consomem em guerras, vícios e ambições, são as mulheres que garantem a continuidade da vida e da memória. Ana Terra, Bibiana e Maria Valéria constituem a linhagem matriarcal da obra, e suas qualidades se repetem e transformam de geração em geração. Para Regina Zilberman, essa repetição não é acidental: é o argumento central de toda a trilogia.[5] A história pessoal de Érico, cuja mãe sustentou sozinha a família após o abandono do pai, é a matriz autobiográfica desse padrão narrativo.[4]

A crítica destaca um objeto como símbolo central dessa linhagem: a tesoura que Bibiana usa para cortar o cordão umbilical das gerações seguintes. O próprio significado de ser gaúcho na obra é simbolizado por esse objeto, pois todas as gerações o carregam como herança invisível de resistência e continuidade.[12]

Miscigenação e identidade gaúcha

Um dos aspectos centrais de O Continente é o confronto com o mito da "branquitude do gaúcho". Por meio da origem mestiça de Pedro Missioneiro, filho de índia com branco e ancestral de toda a linhagem Terra-Cambará, Érico constrói uma visão do Rio Grande do Sul radicalmente mais complexa do que a memória histórica oficial permitia.[13] O punhal de Pe. Alonso, passado de mão em mão através das gerações, é o objeto-símbolo dessa memória mestiça que a família carrega sem sempre compreender completamente.

Tempo, memória e estrutura

O recurso do zigue-zague temporal, em que O Sobrado (1895) é fragmentado e intercalado às narrativas do passado (1745–1893), não é um efeito puramente estético. É a tese filosófica da obra expressa em forma: o passado não é um prólogo estático, mas uma força viva que retorna em fragmentos cada vez mais próximos do presente, até se tornar o próprio presente. O título da trilogia já anuncia essa tensão: o tempo que sedimenta e o vento que dispersa.[14]

Violência política e história

A Revolução Farroupilha e a Revolução Federalista não são pano de fundo decorativo em O Continente: são forças que destroem famílias, definem caracteres e revelam as contradições de uma sociedade. A rixa entre Cambará e Amaral, que começa num duelo de esgrima crioula e termina num cerco armado décadas depois, é a metáfora da violência política que moldou o Rio Grande do Sul: pessoal, hereditária e incapaz de se resolver sem sangue.[15]

Recepção

O Continente foi recebido com entusiasmo pela crítica brasileira desde o lançamento em 1949. Antonio Candido o descreveu como "um dos grandes romances da literatura brasileira".[1] Seus dois personagens mais celebrados, Ana Terra e o Capitão Rodrigo Cambará, passaram a ser reconhecidos como arquétipos da literatura brasileira, e o sucesso do Capitão Rodrigo foi tão grande que a Editora Globo publicou em separado o capítulo a ele dedicado, com o título Um Certo Capitão Rodrigo.[7] É o volume mais lido e conhecido de toda a trilogia.

A influência de O Continente ultrapassou as fronteiras brasileiras. Em 1986, Gabriel García Márquez atuou como presidente do júri do Festival Internacional de Cinema de Havana e defendeu a premiação da minissérie baseada na obra. Ao reencontrar o roteirista Doc Comparato, revelou: "O Tempo e o Vento foi um dos três livros que estudei para escrever Cem Anos de Solidão. Veríssimo foi genial ao manejar a saga de uma família através dos tempos."[16] García Márquez declarou ainda que a cidade fictícia de Macondo foi criada sob inspiração direta de Santa Fé.[17]

Adaptações

O Sobrado (1956)

Primeiro filme baseado em O Continente, dirigido por Walter George Durst e Cassiano Gabus Mendes. Adapta o cerco ao Sobrado durante a Revolução Federalista, com Fernando Baleroni como Licurgo.

Um Certo Capitão Rodrigo (1971)

Dirigido por Anselmo Duarte, com Francisco di Franco no papel do Capitão Rodrigo. Adapta o capítulo homônimo.

Ana Terra (1972)

Filme de Durval Garcia baseado exclusivamente no capítulo homônimo, com Dina Sfat no papel-título.

O Tempo e o Vento (Rede Globo, 1985)

Minissérie em 12 capítulos, adaptada e dirigida por Doc Comparato e Paulo José, baseada em O Continente. Venceu o Coral Negro no Festival Internacional de Cinema de Havana de 1986, após ser defendida por Gabriel García Márquez como presidente do júri.

O Tempo e o Vento (2013)

Longa-metragem dirigido por Jayme Monjardim, livremente adaptado de O Continente, com Thiago Lacerda (Capitão Rodrigo), Cléo Pires (Ana Terra), Marjorie Estiano e Fernanda Montenegro (Bibiana em diferentes fases).

Referências

Referências

  1. a b c COMPANHIA DAS LETRAS. O Continente — vol. 2. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
  2. a b SCRIBD. A origem do projeto de O Tempo e o Vento, p. 3.
  3. GUIA DO ESTUDANTE. O Tempo e o Vento — análise da obra de Érico Veríssimo. Abril, 2012.
  4. a b UFRGS — LUME. A liberdade de escrever em Erico Verissimo, p. 3.
  5. a b ZILBERMAN, Regina. "O Tempo e o Vento: história, mito, literatura." Letras de Hoje (PUCRS), set. 1986, p. 84.
  6. ACERVO DIGITAL MPF. O Continente — v. 1 e 2. Companhia das Letras, 2013. ISBN 9788535923575.
  7. a b O livro do mês, por Sergius Gonzaga
  8. VERÍSSIMO, Érico. O Tempo e o Vento — O Continente. São Paulo: Editora Globo, 1995. Volume II, p. 538.
  9. VERÍSSIMO, Érico. O Tempo e o Vento — O Continente. São Paulo: Editora Globo, 1995. Tomo II, p. 559-657.
  10. VERÍSSIMO, Érico. O Tempo e o Vento — O Continente. São Paulo: Editora Globo, 1995. Tomo II, p. 570-571.
  11. VERÍSSIMO, Érico. O Tempo e o Vento — O Continente. São Paulo: Editora Globo, 1995. Tomo II, p. 640.
  12. SIMIONI, Rafael. O tempo e o vento — a história do Rio Grande do Sul na literatura. YouTube, 2023.
  13. UNICAMP — Remate de Males. Problemas históricos e soluções ficcionais em Erico Verissimo. 2016.
  14. GUIA DO ESTUDANTE. O Tempo e o Vento — Análise da obra de Érico Veríssimo. Abril, 2012.
  15. ABRALIC. A imprensa como fonte de pesquisa e representação em O Tempo e o Vento. 2013.
  16. REVISTA CULT. A saga que se move. UOL, 2010.
  17. LUME — Repositório Digital da UFRGS. Vento em tempo de solidão: análise comparada de O Tempo e o Vento e Cem Anos de Solidão. p. 1.

Ligações externas

Predefinição:O Tempo e o Vento

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