Norinco CQ
| Norinco CQ 5.56 | |
|---|---|
O fuzil de assalto NORINCO Tipo CQ 5,56×45mm NATO, lado direito | |
| Tipo | Fuzil de assalto |
| Local de origem | |
| História operacional | |
| Em serviço | Anos 1980–presente |
| Guerras | Guerra do Afeganistão (1979–1989)[1][2] Conflito de Darfur Violência étnica no Sudão do Sul Crise Líbia (2011–presente) Guerra Civil Síria Guerra Civil Sul-Sudanesa Guerra Civil no Sudão (2023–presente) Guerra Israel-Hamas |
| Histórico de produção | |
| Criador | Norinco |
| Fabricante | Norinco |
| Período de produção | Anos 1980–presente |
| Especificações | |
| Peso | 2,9 kg (vazio) |
| Comprimento | 1000 mm |
| Comprimento do cano | 508 mm |
| Cartucho | 5,56×45mm NATO (apenas cartucho M193 de 3,6 g não padrão da OTAN), .223 Remington (modelo esportivo semiautomático) |
| Calibre | 5,56 mm |
| Ação | Operado a gás, ferrolho rotativo |
| Cadência de tiro | 900 tiros por minuto (somente versão de fogo seletivo) |
| Velocidade de saída | 990 m/s |
| Alcance máximo | 460 m |
| Sistema de suprimento | Carregador de cofre destacável de 20/30 cartuchos (STANAG 4179) |
| Mira | Alça e massa de mira |
O Tipo CQ é uma variante chinesa não licenciada do fuzil M16 fabricado pela Norinco.[3] Segundo o site da Norinco, o fuzil é oficialmente conhecido como CQ 5.56.[4]
Ele pode ser distinguido de outros fuzis de padrão AR-15 e M-16 por seu longo punho de pistola semelhante o de um revólver, guarda-mão um tanto arredondados e o formato único de sua coronha.
História
O CQ foi introduzido pela primeira vez no início dos anos 1980. Esta arma possui câmara para cartuchos 5,56×45mm NATO e foi destinada à venda de exportação.[5] Duas variantes do fuzil CQ foram feitas: o CQ 5.56, também conhecido como CQ-311 ou CQ M-311, a variante de fogo seletivo para vendas militares/policiais; e o CQ M311-1, versão semiautomática para o mercado civil. Mais tarde, uma variante de carabina foi introduzida, chamada CQ 5,56 mm Tipo A. O fuzil esportivo semiautomático tem feito sucesso no mercado civil.
O CQ nunca foi adotado pelos militares chineses ou mesmo distribuído não oficialmente entre as tropas chinesas. Outros usos militares do fuzil de assalto Tipo CQ foram relatados em movimentos guerrilheiros e insurgentes na área do Sudeste Asiático.
Projeto
O fuzil Tipo CQ é uma arma automática, operada a gás e com ferrolho rotativo, alimentada por carregadores de fábrica de 20 ou 30 cartuchos (clones de carregadores STANAG), que dispara o cartucho M193 "Ball" 5,56×45mm NATO (fabricado na China pela Norinco como cartucho Tipo CJ). O fuzil Tipo CQ possui um seletor de tiro de três posições: segurança, tiro único e fogo automático.
Acessórios
De acordo com o site do fabricante, o fuzil de assalto Tipo CQ pode ser equipado com um lança-granadas acoplado sob o cano.
Diferenças
Embora tenha a mesma aparência do fuzil M16, apresenta algumas modificações em diversas partes. As características distintivas mais imediatamente reconhecíveis que diferenciam o Tipo CQ de um fuzil M16 são seu guarda-mão e coronha distintos, empunhadura de pistola curva e massa de mira protegida.
O fuzil Tipo CQ, tanto em sua versão militar/policial quanto na civil, possui um passo de raiamento de 1:12, o que permite estabilizar adequadamente a munição M193 "Ball" de 5,56 mm ou o clone chinês Tipo CJ, bem como qualquer variante do cartucho comercial .223 Remington que possa ser estabilizada pelo cano com raiamento de passo 1:12 (normalmente cartuchos Varmint ou outros cartuchos esportivos simples, com peso máximo de projétil de 3,6 g).
O Tipo CQ utiliza munição "5,56×45mm NATO", mas não estabilizará de forma ideal a munição padrão da OTAN de 5,56 mm (SS109, M855 em serviço nos EUA), que requer um cano com raiamento de passo 1:9–1:7 devido ao peso do projétil de 4,0 g.
Variantes

CQ 5.56
Também conhecido como CQ-311 ou CQ M-311, o CQ é a versão de fuzil de assalto com seletor de tiro, destinada ao uso militar e policial.
A arma possui um cano de 508 mm com passo de raiamento de 1:12.
CQ 311-1
Também conhecido como CQ M311-1,[1] este fuzil é a versão civil do modelo militar.
O CQ M311-1 é fabricado com um gatilho somente semiautomático e a chave seletora possui apenas duas posições: segurança e fogo. O raiamento do cano de 1:12 permite que o fuzil dispare e estabilize adequadamente cartuchos comerciais leves de calibre .223 Remington (3,6 g ou menos) e a munição militar excedente 5,56×45mm M193 "Ball", amplamente disponível no mercado.
CQ A

Esta variante, introduzida em 2006 em diversas feiras de defesa ao redor do mundo, é uma cópia da carabina americana M4A1.[6]
CQ-D
O CQ-D é um fuzil automático da família CQ, específico para exportação, com trilhos Picatinny e empunhadura frontal aprimorados, oferecido pela China Jing An Import & Export Corp, com referência ao Heckler & Koch HK416.[7]
CS/LM11
A metralhadora leve CS/LM11 foi apresentada em 2010 em convenções de exposição de armas internacionais, fabricada pela Huaqing Machinery Company.[8] Ela pode disparar munição 5,56 NATO baseada nos modelos SS109 e M193.[8] É uma variante da CQ, com melhorias no cano que aumentaram sua vida útil de disparos de 6.000 para 12.000 tiros.[8]
Operadores
Camboja: Tipo CQ 311 usado pelo Exército Real do Camboja,[6] junto com o fuzil M16. CQ 5,56 mm Typo A usado pelas Forças Especiais 911 Para-Commando.
China: Diz-se que é usado pela Unidade de Comando Leopardo das Neves da Polícia Armada do Povo.[6]
Gana: Visto nas mãos das forças de paz ganenses no Mali e usado pela Marinha de Gana
Irão: Usado pelas forças especiais da Guarda Revolucionária. Variantes CQ 5,56 mm e CQ Tipo A (quantidade limitada). O Irã produz localmente sua própria variante, S-5.56.[9]
Líbia: Usado pelo Exército de Libertação Nacional da Líbia.[10]
Malásia: Usado pelo Departamento do Corpo RELA como arma de treinamento junto com o M16A1. Alguns rumores afirmam que muitos M16A1 tiveram os punhos dianteiros padrão (peças antigas ou danificadas) alterados para punhos do CQ para fins de economia de custos.
Myanmar: Produzido localmente
Coreia do Norte: CQ e CQ-A usados pelas Forças Terrestres da Coreia do Norte.[11]
Paraguai: Norinco CQ-5,56mm Tipo A adotado pelas Forças do Exército Paraguaio.[12]
Filipinas: 6.000 unidades (2 lotes de 3.000 unidades cada em junho e outubro de 2017, respectivamente) CQ-A5 doadas pelo governo chinês à AFP, mas usadas pela Polícia Nacional.[13]
Rússia: 1.000 fuzis CQ-A foram enviados da China para a Rússia em 2022.[14]
Senegal[15]
Sudão do Sul: Usado pelas Forças Armadas do Sudão do Sul, Movimento de Libertação do Sudão do Sul e pelas milícias Lou Nuer e Murle.[16]
Sudão: CQ M311-1 usado pelo Movimento Democrático do Sudão do Sul
Síria: Usado pelo Exército Sírio, capturado dos rebeldes na Guerra Civil Síria.[17][18]
Tailândia: Vendido para a Marinha Real Tailandesa e para o Comando de Defesa Aérea e Costeira.[6]
Iêmen[19]
Grupos não estatais e entidades terroristas
EIIL: Capturado da milícia xiita e do Exército Sírio.[18][20]- Exército de Libertação Oromo[21]
Referências
- ↑ a b «CQ assault rifle». sinodefence.com. 20 de abril de 2016. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2008
- ↑ "苏联人在阿富汗缴获的装备 啥好东西都有" Arquivado em maio 7, 2016, no Wayback Machine
- ↑ «Multiplying the Sources: Licensed and Unlicensed Military Production» (PDF). Geneva: Small Arms Survey. 2007. Cópia arquivada (PDF) em 23 de dezembro de 2016
- ↑ «NORINCO sport». www.norincoequipment.cn. Cópia arquivada em 12 de setembro de 2007
- ↑ "CQ / M311 assault rifle (China)". Modern Firearms. Arquivado em agosto 17, 2007, no Wayback Machine
- ↑ a b c d «The Chinese CQA». Small Arms Defense Journal. 8 de maio de 2014
- ↑ «Automatic Rifle CQ-D 5.56mm _Rifle_Weapon_Products_Jing an». Cópia arquivada em 13 de novembro de 2018
- ↑ a b c «第四届中国(北京)国际警用装备及反恐技术装备展览会新品呈献 - 本刊专递 - QBQ-轻兵器». Cópia arquivada em 29 de agosto de 2018
- ↑ A closer look at Iran’s CQ rifles Arquivado em fevereiro 19, 2016, no Wayback Machine.
- ↑ Small Arms of the 2011 Libyan Conflict Arquivado em maio 8, 2014, no Wayback Machine.
- ↑ «North Korean Small Arms (Democratic People's Republic of Korea)». Small Arms Review. 16 (2). Junho de 2012. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2019
- ↑ «Paraguay army using Chinese M4 clone (CQ 5.56)». 3 de setembro de 2008
- ↑ Santos, David (6 de outubro de 2017). «China donates P169 million worth of military hardware to the Philippines». CNN. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2017
- ↑ «'Hunting rifles' — really? China ships assault weapons and body armor to Russia». POLITICO. 16 de março de 2023
- ↑ Jackson J Wood (17 de abril de 2012). «Independence Day». jacksonjwood.com. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2017
- ↑ Small Arms Survey (2014). «Weapons tracing in Sudan and South Sudan» (PDF). Small Arms Survey 2014: Women and guns (PDF). [S.l.]: Cambridge University Press. p. 226. Cópia arquivada (PDF) em 14 de outubro de 2016
- ↑ Made in China: The Chinese Rifles and Guns of the Syrian Civil War
- ↑ a b Weapons and Equipment Tied to Shiite Militias Arquivado em março 24, 2016, no Wayback Machine.
- ↑ Mick F. [@AnalystMick] (5 de novembro de 2019). «Chinese Norinco CQ for sale in #Yemen.» (Tweet) – via Twitter
- ↑ «How ISIL seized most of its weapons from Iraq military». Al Jazeera. 9 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 29 de dezembro de 2016
- ↑ «#Oromo Liberation Army (#OLA/#WBO) with another "Terab" Rifle (Sudanese copy of Norinco CQ 5.56) somewhere in #Oromia.». Twitter
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