Mihos
Maahes (também chamado de Mihos, Miysis, Mios, Maihes, e Mahes) foi uma antiga divindade egípcia da guerra,[1] que possuía uma cabeça de leão, cujo nome significa "aquele que é verdadeiro ao lado dela". Era visto como um príncipe leão, filho da deusa Bastet no Baixo Egito e da deusa Sacmis no Alto Egito, e partilhava de suas naturezas; já seu pai variava de acordo com a principal divindade masculina da época e da região em que foi venerado. Era uma divindade associada com a guerra e o tempo, e era considerada a protetora da matrilinealidade e dos altos sacerdotes de Amom, assim como das facas, do lótus, e do canibalismo ritual. Seu culto estava centrado nas cidades de Taremu e Per-Bast.
Origem
É mencionado pela primeira vez no Reino Novo, e alguns egiptólogos sugeriram que Maahes teria origem estrangeira;[2] de fato existem evidências de que ele teria sido um equivalente egípcio do deus-leão Apedemaque, venerado na Núbia e no deserto do oeste egípcio.
Como um deus-leão e patrono, era considerado filho de Rá e Bastet,[3] a deusa-leoa da guerra, padroeira do Baixo Egito, ou de Sacmis, a deusa-leoa da guerra, padroeira do Alto Egito. Como seu culto estava centrado em Per-Bast (Bubástis em grego ou Taremu (Leontópolis em grego), era mais costumeiramente conhecido como sendo filho de Bastet. Como divindade tutelar do Egito, a principal divindade masculina de cada período era considerada como sendo seu pai - ou Ptá, ou Ra, que acabou sendo incorporado com Atum em Atum-Ra. Em seu papel de filho de Rá, Maahes lutava contra a serpente Apep durante a viagem noturna de Rá.
Consideradas como possuidoras de atributos poderosos, as divindades felinas estavam associadas aos faraós, e tornaram-se padroeiras do Egito. O hieróglifo correspondente à palavra "leão" era utilizado em palavras como "príncipe", "força" e "poder".
Nome
Seu nome começa com o hieróglifo egípcio que representa o leão macho, embora isoladamente ele também possa significar (aquele que pode) ver além. No entanto, o primeiro glifo também faz parte do hieróglifo Ma'at, que significa verdade e ordem, e assim Maahes era considerado como o devorador dos culpados e protetor dos inocentes. Alguns dos títulos de Maahes eram Senhor da Matança,[4] Aquele que Carrega a Faca, e O Senhor Escarlate. Maahes raramente era chamado por seu nome e era quase sempre chamado de "Senhor da Matança". O terminologia de "Senhor da Matança" foi adotada durante os períodos persa e romano, quando os conquistadores estrangeiros encontraram resistência feroz da parte dos chefes de Maahes e seus partidários.
Representações
Maahes era retratado como um homem com cabeça de leão, ocasionalmente segurando uma faca e vestindo a coroa dupla do egípcio, ou a coroa atef.[5] Por vezes Maahes era identificado com Nefertem[5] e era mostrado com um buquê de flores-de-lótus próximo a ele, e por outras vezes como um leão a devorar um cativo.
Animais sagrados
Leões domados eram mantidos em um templo dedicado a Maahes em Taremu, onde Bastet e Sacmis eram veneradas; seu templo era adjacente ao de Bastet.[6] O historiador grego Eliano escreveu: "No Egito veneram leões, e há uma cidade batizada em sua homenagem. (…) Os leões possuem templos e numerosos espaços onde podem perambular; a carne de bois é fornecida para eles diariamente (…) e eles comem ao som de músicas no idoma egípcio", de onde provavelmente o nome grego de Leontópolis para a cidade foi derivado.
Referências
- ↑ Lurker, op.cit., p.215
- ↑ Walter Yust ed., Encyclopædia Britannica: A New Survey of Universal Knowledge, 1956, p.54
- ↑ Shorter, op.cit,, p.134
- ↑ Lurker, op.cit., p.215 . O epíteto foi utilizado para muitos deuses egípcios: Tot (cf. Erik Hornung, The Secret Lore of Egypt: Its Impact on the West, 2001, p.6), Wepwawet (cf. Egypt: Temple of the Whole World : Studies in Honour of Jan Assmann, Brill 2003, ISBN 90-04-13240-6, p.106), Seti (cf. Homer William Smith, Man and His Gods, 1952 p.20) etc.
- ↑ a b Shorter, op.cit., p.134
- ↑ Caroline Seawright, Maahes, God of War and Protection, The Leonine Lord of Slaughter…- mapa dos templos
Bibliografia
- Manfred Lurker, Dictionary of Gods and Goddesses, Devils and Demons, Routledge 1987, ISBN 0-7102-0877-4
- Alan W. Shorter, (1937) The Egyptian Gods: A Handbook, Routledge 1978, ISBN 0-7100-0037-5
Ligações externas
Content Disclaimer
Informasi ini disarikan dari Wikipedia dan disajikan kembali untuk tujuan edukasi. Konten tersedia di bawah lisensi CC BY-SA 3.0. Kami tidak bertanggung jawab atas ketidakakuratan data yang bersumber dari kontribusi publik tersebut.
- The information displayed on this website is sourced in part or in whole from Wikipedia and has been adapted for the purpose of restating it. We strive to provide accurate and relevant information, however:
- There is no guarantee of absolute accuracy. Wikipedia is an open, collaborative project that can be edited by anyone, so information is subject to change.
- It is not intended to constitute professional advice. The content displayed is for informational and educational purposes only. For important decisions (e.g., medical, legal, or financial), please consult a professional.
- Content copyright. Wikipedia is licensed under the Creative Commons Attribution-ShareAlike License (CC BY-SA). This means that content may be reused with appropriate attribution and shared under a similar license.
- Responsible use. Any risk arising from the use of information from this website is entirely the responsibility of the user.