Mico-leão
| Mico-leão[1][2] | |
|---|---|
| mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) | |
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Mammalia |
| Ordem: | Primates |
| Família: | Callitrichidae |
| Gênero: | Leontopithecus Lesson, 1840 |
| Espécie-tipo | |
| Leontopithecus makikina | |
| Espécies | |
| Sinónimos | |
| |
Mico-leão é uma denominação comum a macacos do Novo Mundo, do gênero Leontopithecus, subfamília Callitrichinae. São endêmicos da Mata Atlântica brasileira, com distribuição geográfica nos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
Também chamados de micos, são animais de hábitos diurnos, arborícolas e gregários, vivendo em grupos familiares.
Descrição
Caracterizam-se por possuir uma pelagem abundante e brilhante, principalmente ao redor da cabeça, formando uma espécie de "juba".[3] A face é quase nua, e as mãos pés são compridos com dedos muito longos e com garras.[3] São os maiores representantes dos Callitrichinae, chegando a pesar até 800 g e medir 76 cm de comprimento, contando com a cauda.[3][4] Não apresentam dimorfismo sexual, apesar das fêmeas chegarem a pesar mais que os machos durante o período de gestação.[4]
Distribuição geográfica e habitat
Os mico-leões são espécies endêmicas do Brasil, do bioma da Mata Atlântica, sendo originalmente encontrados do sul da Bahia até o litoral norte do Paraná e interior de São Paulo, ao sul do rio Tietê.[5][6] Atualmente são encontrados apenas em algumas poucas unidades de conservação porque apresentam distribuição geográfica muito restrita.[5] Habitam os estratos médios das copas das árvores, geralmente as florestas costeiras sempre úmidas, embora o mico-leão-preto ocorra a floresta estacional semidecidual.[6]
Taxonomia e evolução
Estudos moleculares corroboram a hipótese de que o gênero é monofilético, onde o gênero aparece como grupo irmão do clado formado por Callimico e os saguis pequenos (gêneros Callithrix, Cebuella e Mico).[7][8][9][10][11] A maioria das filogenias com base em morfologia recupera Leontopithecus como grupo irmão do clado dos saguis (gêneros Callithrix, Cebuella e Mico).[12][13] Alguns dados moleculares sugerem uma possível ancestralidade comum entre o gênero Callimico e Leontopithecus.[14] A diversificação das espécies de mico-leões ocorreu provavelmente a partir dos refúgios do Quaternário, sendo que o mico-leão-preto e o mico-leão-dourado compartilham um ancestral comum exclusivo, que provavelmente possuía pelagem escura.[7][15][16] Já o mico-leão-de-cara-dourada é considerada a primeira espécie a divergir no gênero.[17]
| Relações filogenéticas de Leontopithecus.[17] | ||||||||||||||||||||||||||||||
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| Filogenia baseada em análise de DNA mitocondrial. |
O mico-leão-de-cara-preta, a última espécie a ser descrita, é morfologicamente mais aparentada ao mico-leão-preto, e também é válida como espécie propriamente dita, e não subespécie do mico-leão-preto, como já havia sido sugerido por Coimbra-Filho em 1990.[17][2][18][19]
Espécies
As espécies de mico-leão são facilmente distinguidas com base na coloração de sua pelagem:[1]
| Imagem | Nome científico | Nome comum | Distribuição | Descrição |
|---|---|---|---|---|
| Leontopithecus rosalia (Linnaeus, 1766) | Mico-leão-dourado | Sudeste do Brasil | pelagem toda dourada, ocasionalmente com extremidades escuras | |
| Leontopithecus chrysomelas (Wied, 1820) | Mico-leão-de-cara-dourada | Sul da Bahia | pelagem negra, com a face, membros e cauda dourados | |
| Leontopithecus chrysopygus (Mikan, 1823) | Mico-leão-preto | Interior de São Paulo | pelagem negra com dourado na parte traseira | |
| Leontopithecus caissara Lorini & Persson, 1990 | Mico-leão-de-cara-preta | Sul de São Paulo e norte do Paraná | pelagem dourada com a face, os membros e a cauda pretos |
Referências
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- ↑ a b Rylands AB, Mittermeier RA (2009). «The Diversity of the New World Primates (Platyrrhini)». In: Garber PA, Estrada A, Bicca-Marques JC, Heymann EW, Strier KB. South American Primates: Comparative Perspectives in the Study of Behavior, Ecology, and Conservation. [S.l.]: Springer. pp. 23–54. ISBN 978-0-387-78704-6
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- ↑ a b Rylands, A. B, Kierulff, M. C. M. and Pinto, L. P. de S. 2002. Distribution and status of the lion tamarins. In: D. G. Kleiman and A. B. Rylands (eds), Lion Tamarins: Biology and Conservation, pp. 42-70. Smithsonian Institution Press, Washington, DC, USA.
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