Maria UPP

Maria UPP
NascimentoPatrícia Alves Barbosa
CidadaniaBrasil

Maria UPP é o apelido atribuído a Patrícia Alves Barbosa, uma mulher brasileira envolvida em um caso investigado pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em 2014, relacionado a supostos relacionamentos sexuais com policiais militares lotados em Unidades de Polícia Pacificadora, conhecidas pela sigla UPPs.[1][2] O caso ganhou repercussão após a divulgação de informações segundo as quais policiais militares poderiam ser submetidos a processos disciplinares e eventualmente expulsos da corporação em decorrência desses fatos.[1][3] Seis anos depois, Patrícia ainda figurava em no notíciário por casos análogos.[4]

Contexto

De acordo com informações divulgadas no ano de 2014, Patrícia Alves Barbosa teria mantido relações com policiais militares ao longo de aproximadamente dois anos.[5][6] Em depoimento, afirmou ter frequentado diversas UPPs durante esse período.[7][8] O apelido Maria UPP passou então a ser utilizado pela imprensa para se referir à mulher no contexto das investigações conduzidas pela corporação.[1] No mesmo ano, Patricia gravou um filme pornô.[9]

Investigações

Investigações iniciais apontaram que quatro policiais militares apareceriam em fotos e vídeos mantendo relações sexuais com Patrícia Alves Barbosa.[1] O material teria motivado a abertura de procedimentos internos na Polícia Militar e, segundo o depoimento de um dos soldados investigados, em ao menos um dos encontros ele teria utilizado colete da corporação para atender a um fetiche atribuído à mulher.[1] Outro policial relatou que encontros ocorreram em uma residência localizada em Jacarepaguá, onde afirmou ter o hábito de levar mulheres.[1] A Polícia Militar instaurou Conselhos Disciplinares para apurar a conduta dos policiais envolvidos. Os procedimentos poderiam resultar na expulsão dos praças, caso fosse entendido que suas condutas eram incompatíveis com a permanência na corporação.[10]

Repercussão

O caso teve ampla repercussão na mídia devido à associação entre policiais militares em serviço, Unidades de Polícia Pacificadora e a divulgação de imagens íntimas envolvendo a mulher conhecida como Maria UPP.[1] As autoridades destacaram que a investigação não se limitava à esfera pessoal, mas aos reflexos institucionais das condutas apuradas.[1] Em 2026, mais de 10 anos após a repercussão, um boato se disseminou acerca de sua morte, que acabou por ser desmentido por um portal de fact checking.[11]

Referências

  1. a b c d e f g h «PMs podem ser expulsos por aventura sexual com Maria UPP - Ponta Porã Informa - Notícias de Ponta Porã - MS e Pedro Juan Caballero - PY». 8 de dezembro de 2014. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  2. «Famosos opinam sobre mulher 'louca' por homens fardados». www.uol.com.br. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  3. Mier, Brian (10 de setembro de 2014). «'O que importa é que a polícia gosta de mim e eu gosto deles'». VICE (em inglês). Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  4. Hora, Jornal Meia (15 de abril de 2020). «PMs são denunciados por orgia com Patty UPP durante quarentena do coronavírus». MH - Polícia. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  5. «Maria UPP mostra cara: 'Fiz porque gosto. Não é crime'. Assista o vídeo! – Portal Nacional dos Delegados: DELEGADOS.com.br». delegados.com.br. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  6. thiago.antunes. «'Maria UPP' e 'Mulher Fuzil' disputam o 'coração' de PMs de UPPs | Rio de Janeiro | O Dia». odia.ig.com.br. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  7. «"Eu fiz porque gosto de ter relações com policiais", diz Maria UPP». Record. 21 de abril de 2014. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  8. «Maria UPP depõe sobre sexo com PMs e desfila para fotógrafo». Noticias R7. 16 de maio de 2014. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  9. terra. «RJ: famosa por sexo com PMs, 'Maria UPP' estrela filme pornô». Terra. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  10. bianca.lobianco. «'Maria UPP' diz que é uma injustiça PMs serem expulsos por envolvimento sexual | Rio de Janeiro | O Dia». odia.ig.com.br. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  11. Matsuki, Edgard (8 de janeiro de 2026). «Paty UPP morreu aos 44 anos por complicações relacionadas ao HIV?». Boatos.org. Consultado em 13 de janeiro de 2026 

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