Manuel Jardim
| Manuel Jardim | |
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| Nascimento | |
| Morte | 6 de junho de 1923 (38 anos) |
| Nacionalidade | |
| Área | Pintura |
Manuel Jardim (Meãs do Campo, Montemor-o-Velho, 6 de novembro de 1884 – Camões, Lisboa, 6 de junho de 1923) foi um pintor português.[nota 1]
Biografia / Obra

Era filho do proprietário Ernesto Leite Pereira Jardim, natural de Coimbra (freguesia de São Cristóvão, posteriormente denominada Almedina), e de Maria Carolina de Azambuja Ferreira, também natural de Meãs do Campo.[4]
Originário da burguesia aristocrática de Coimbra (o seu avô paterno e padrinho de batismo era Manuel dos Santos Pereira Jardim, 1.º visconde de Monte São), frequenta a Escola de Belas-Artes de Lisboa de 1903 a 1905, ano em que parte para Paris, com Manuel Bentes e Eduardo Viana.[2][3]
Estuda na Academia Julian, sob a tutela de Jean-Paul Laurens.
A 8 de novembro de 1911, casou civilmente em Coimbra com Maria Letícia Cabral de Oliveira, natural de Coimbra (freguesia de São Silvestre).[4][5]
Em 1911 é admitido pela primeira vez ao Salon parisiense com o quadro denominado Le Déjeuner, 1911 (exposto em 1919 na Sociedade Nacional de Belas-Artes com receção crítica adversa; defendido por Abel Manta). Durante esse período (1905-1914) mantém contactos frequentes com Portugal e realiza viagens à Alemanha, Itália e Espanha. Voltará a expor em Paris, em 1913, no Salon d’Automne.[6]
Regressa a Portugal em 1914, fixando-se em Coimbra, onde dirige uma academia particular. Colabora com José Pacheko na tentativa (frustrada) de criação da Sociedade Portuguesa de Arte Moderna. Regressa a Paris em 1920 mas um ano mais tarde fixa-se de novo em Portugal.
A 6 de junho de 1923, morreu vítima de tuberculose pulmonar em sua casa, na Rua Bernardim Ribeiro, letras G-L, R/C, freguesia de Camões (posteriormente Coração de Jesus), em Lisboa. Foi sepultado no Cemitério do Alto de São João.[5][3]
As suas opções iniciais, após a chegada a Paris, aproximam-no de Rodin e Carrière, sendo mais tarde marcado pela obra de Manet, como acontece em Le Dejeuner. Virado depois abertamente para o impressionismo, "Jardim levou os seus estudos e «pochades» a uma relativa violência expressionista, até que, no fim da vida, se desejava «a caminho de uma plástica mais pura», procurando a lição de Ingres, em severos desenhos de notável modulação".[3]
Afirmou-se também no plano da ilustração, tendo colaborado de 1922 a 1926 na revista Contemporânea.[2] Também se conhece colaboração sua na revista Serões[7] (1901-1911).
Em 1925 Eduardo Viana homenageou-o no Salão de outono da Sociedade Nacional de Belas-Artes, juntando obras de três artistas desaparecidos: Manuel Jardim, Amadeo de Souza-Cardoso e Santa-Rita Pintor.[2]
Em 1974 foi realizada, pela Secretaria de Estado da Informação e Turismo, uma retrospetiva da sua obra. E em 2011 o Museu Nacional de Machado de Castro organizou a exposição Manuel Jardim - Memória de um percurso inacabado.[1][6]
A maior parte da produção do artista conhecida em Portugal, em propriedade partilhada com a Universidade de Coimbra, encontra-se à guarda do Museu Nacional de Machado de Castro desde 1952.[8]
Algumas obras
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Le Déjeuner, 1911
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La Femme à l'Éventail, 1919
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Cabeça de Perfil, 1920
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Autorretrato, 1921
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Autorretrato, lápis sobre papel, 29,5 x 22,2 cm
Ligações externas
Notas
Referências
- ↑ a b Jardim, Manuel - Exposição Retrospectiva da Obra do Pintor Manuel Jardim. Lisboa: Secretaria de Estado da Informação e Turismo, 1974
- ↑ a b c d Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora (2003–2013). «Manuel Jardim». Consultado em 27 de abril de 2013
- ↑ a b c d França, José Augusto - A Arte em Portugal no Século XX: 1911-1961 [1974]. Lisboa: Bertrand Editora, 1991, p. 177, 178
- ↑ a b «Livro de registo de batismos da paróquia de Meãs do Campo - Montemor-o-Velho (1872-1884)». pesquisa.auc.uc.pt. Arquivo da Universidade de Coimbra. p. 13v e 14, assento 35 (de 1884)
- ↑ a b «Livro de registo de óbitos da 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1923-05-23 - 1923-08-28)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 36v, assento 72
- ↑ a b Museu Nacional de Machado de Castro. «Manuel Jardim - Memória de um percurso inacabado». Consultado em 27 de abril de 2013
- ↑ Rita Correia (24 de Abril de 2012). «Ficha histórica: Serões, Revista Mensal Ilustrada (1901-1911).» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 23 de Setembro de 2014
- ↑ Museu Nacional de Machado de Castro. «Calendário 2009 - Manuel Jardim». Consultado em 27 de abril de 2013
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