Juvi Chagas
| Juvi Chagas | |
|---|---|
| Nascimento | 1991 (35 anos) Volta Redonda |
| Cidadania | Brasil |
| Ocupação | celebridade da internet, criador de conteúdo, músico, sonoplasta |
Juvi Chagas (Volta Redonda, 1991?) é uma criadora de conteúdo e musicista de destaque nas redes sociais. Usa os pronomes ela/dela e elu/delu.[1][2]
Biografia
Quando Juvi Chagas tinha 14 anos, lhe chamou atenção o guitarrista da banda Malice Mizer, que era uma pessoa não-binária. Além disso, ela lembra que escolhia nomes não-binários para seus personagens em jogos online e, sempre que podia, escolhia personagens femininos.[1]
| “ | a não-binariedade não é a busca pela neutralidade dos símbolos como as pessoas veem, mas uma neutralidade de acordo com quem você é e como a sociedade acaba te lendo erroneamente como uma pessoa cis. | ” |
— Juvi Chagas[1] | ||
Até os 17 anos, considera que era uma pessoa de direita. Inclusive leu vários livros de Olavo de Carvalho.[3] Juvi foi evangélica desde a infância até seus 21 anos.[1][4][5] Tinha medo de arrebatamento, do Apocalipse, e do anticristo.[3] O que contribuiu para que demorasse para se permitiir ser na expressão não-binária de gênero. Até a faculdade, ela vestia um personagem conservador adaptado ao ambiente onde vivia e chegou a reproduzir certas violências, inclusive contra si mesma.[1] Hoje é ateia e cursou até o nono período da faculdade de Psicologia, que largou para focar na carreira musical.[5][6]
Juvi se entendeu não-binária e viveu sua transição social nas redes sociais durante a pandemia de Covid-19,[7] aos 27 anos.[6] Nesse momento, ela passou a se referir a si mesma no feminino, usando termos como "estou cansada", "estou ansiosa"; e as pessoas de seu convívio online e presencial entenderam isso naturalmente. Em 2022, mudou seu usuário nas redes sociais do seu nome de nascimento para Juvi, que é seu nome retificado na carteira de identidade.[1]
| “ | Não precisei falar com meus pais [sobre ser uma pessoa não-binária]. Conforme fui me expressando, montando meus signos, eles foram entendendo, especialmente minha mãe que me acompanhava nas redes sociais. | ” |
— Juvi Chagas[3] | ||
Carreira
Juvi Chagas iniciou a carreira de criadora de conteúdo em 2014, com um canal de Youtube onde falava sobre música. Com o tempo, ampliou o leque de assuntos, incorporando arte, comportamento e filosofia e, durante a pandemia, começou a publicar vídeos curtos com listas "top 5" dos mais variados assuntos. O primeiro era sobre nomes ruins pelos quais os namorados se chamam, e teve ótimo alcance.[1] Segundo ela, "Todo TOP 5 ou música que ela cria vem de uma conversa que teve com alguém ou de algo que aconteceu na sua vida".[6][8][9] O primeiro deles surgiu em uma conversa num churrasco com amigos.[1][3][10]
| “ | Será que eu sou capaz de falar sobre qualquer assunto ou será que eu enrolo bem sobre qualquer assunto? Fica aí no ar! | ” |
— Juvi Chagas[8] | ||
Ela entende que um de seus papéis como influenciadora digital é levantar pautas e dar informações sobre a comunidade LGBTQIAPN+. E, sobre a fama, ela reflete que os respingos a incomodam, porque não quer que "as pessoas fiquem lambendo o chão que piso". Sabe que seu trabalho deve ser criticado.[6][11]
Juvi também trabalha com música e sound design, onde tem se dedicado mais a trilhas sonoras de exposições de arte. Em 2024, estava previsto o lançamento de seu disco "Músicas pra Ex, Vol. 2", de hiperpop, onde misturou gêneros musicais nacionais e falou sobre sexualidade, capitalismo e saúde mental.[1] Em 2024, era líder da banda "Juvi e a Rapazeada".[9] No mesmo ano, ela lançou o videocast "Juvi Talkshow",[6] onde fala de humor, aleatoriedades e diversão, e tem como co-host um corvo de pelúcia, que sabe que é um fantoche e acredita trabalhar na prefeitura. O programa é gravado em um estúdio na zona oeste de São Paulo.[12]
Vida pessoal
No início de 2025, namorava uma atriz e professora de teatro, que conheceu em um de seus show.[3][13]
Discografia
- 2022 - Músicas pra Ex, Vol. 1: Só Gatilho Foda[9]
- 2024 - Músicas pra Ex, Vol. 2: 99% Boladona 1% Xonadona[1]
- 2024 - Cultura do Ódio[6]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i j redacaonos. «"A não-binariedade não é a busca pela neutralidade dos símbolos", diz Juvi Chagas». Terra. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Juvi Chagas». TEDxBlumenau. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ a b c d e «Juvi Chagas sobre falar de não binariedade com seus pais: 'Não precisei'». UOL. 30 de janeiro de 2025. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Da internet para os palcos: Juvi Chagas fará seu primeiro show». extra. 10 de abril de 2024. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Juvi Chagas, que viralizou com vídeos de 'top 5', fala sobre a não-binariedade e seu primeiro álbum audiovisual». Glamour. 20 de fevereiro de 2024. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ a b c d e f «Juvi Chagas ensina a nos levar menos a sério e entender que a vida é longa». Capricho. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ Mandarino, Helena (31 de março de 2025). «Visibilidade Trans: Juvi destaca importância das redes para essa comunidade». www.metropoles.com. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Conheça Juvi, influencer que faz as listas mais divertidas e aleatórias da internet». gshow. 4 de outubro de 2022. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ a b c Figueiredo (@fedropigueiredo), Pedro (5 de setembro de 2024). «Juvi Chagas fala sobre segundo álbum. inspirações e criação de conteúdo; veja». Rolling Stone Brasil. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Juvi Chagas conta como surgiu ideia de fazer Top 5: 'Foi num churrasco'». UOL. 1 de fevereiro de 2025. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ redacaonos. «Juvi Chagas faz vídeo sobre não binariedade: "Não é moda ou opção"». Terra. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «CAPRICHO acompanhou a gravação do talk show da Juvi Chagas e te conta tudo». Capricho. Consultado em 20 de janeiro de 2026
- ↑ «Juvi Chagas afirma já ter sido de direita e conta como seu top 5 começou a bombar nas redes». www.uol.com.br. Consultado em 20 de janeiro de 2026
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