EllaLink

Rota da EllaLink. Imagem de 2021.

EllaLink é um cabo submarino de fibra ótica[1] entre Brasil e Portugal (Sines), com emersões em Cabo Verde, Ilhas Canárias , Madeira e Guiana Francesa.[2] Atualmente, oferece a menor latência disponível no mercado (<60 ms de tempo de ida e volta entre Portugal e Brasil).

Um dos objetivos do projeto é contornar os Estados Unidos como rota para conexão à Europa, devido ao poder que esta posição de intermediário dá aos EUA para espionar comunicações brasileiras, por meio da Agência de Segurança Nacional.[3] A respeito disto, a então presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse que o EllaLink seria central para "garantir a neutralidade" da Internet, sinalizando seu desejo de blindar o tráfego de internet do Brasil contra a vigilância dos EUA.[4]

Durante mais de 20 anos, não existiam rotas práticas de transferência direta de dados entre a Europa e a América do Sul. O único cabo que ligava os dois continentes era o Atlantis-2, que não era utilizado para transferência de dados de Internet devido à sua capacidade limitada.

Um dos principais objetivos do projeto era evitar os Estados Unidos e a sua capacidade de interceptação, já que a rota conecta diretamente a Europa à América do Sul — essa posição intermediária fazia com que a Agência Nacional de Segurança dos EUA pudesse espionar as comunicações europeias e sul-americanas. Isso era considerado um problema para a EllaLink por interessados no projeto. Nesse sentido, a então presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afirmou em 2014 que a EllaLink seria central para “garantir a neutralidade” da Internet, mostrando o seu desejo de impedir que o tráfego da Internet brasileira fosse acessado pelo governo dos Estados Unidos.

O cabo foi inaugurado em 1 de junho de 2021, proporcionando uma rota direta de dados entre Portugal e Brasil.

O sistema EllaLink provê uma conexão de 100Gbps.

Histórico

  • 2015: uma joint-venture entre a Telebrás e IslaLink (da Espanha) foi assinado, determinando a compleção da conexão no início de 2018. A IslaLink ficará com 45% de benefícios no projeto, a Telebrás ficará com 35%, e os outros 20% serão de um acionista brasileiro.[4]
  • 2018: a Telebrás se vê sem condições financeiras de financiar a construção do cabo em 35% como se pretendia, e decide substituir os 35% de custeio da construção pela aquisição de direitos irrevogáveis de uso do cabo quando concluído.[5]
  • 2019: previa-se que o link começaria a ser construído ainda na primeira metade daquele ano.[6]
  • 2020: em janeiro a Telebrás desistiu de participar da iniciativa, alegando que na Lei Orçamentária Anual de 2020 não constava autorização para o dispêndio da aquisição dos direitos de uso do cabo, ou seja, não havia dinheiro para honrar a promessa.[5] Mas ainda assim, previa-se que o cabo entraria em operação ainda em dezembro daquele ano.[7] Estava sendo construído pela Alcatel Submarine Networks (subsidiária da Nokia) e estimava-se uma vida útil de 25 anos.[8]
  • 2021: em 6 de janeiro o cabo chegou a Sines, em Portugal. Previa-se a entrada em operação no segundo trimestre de 2021. Estimava-se que a latência na transmissão de dados entre os dois continentes seria então reduzida em 50%.[9] A previsão inicial era de fornecimento de 72 Tbps por meio de 4 pares de fibras.[10] O cabo havia sido já instalado no porto de Fortaleza, e nessa data é que foi instalado no porto de Sines, faltando ainda unir as metades no meio do Atlântico.[11]

Ver também

Referências

Ligações externas

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