Dignidade

Dignidade é o direito de uma pessoa ser valorizada e respeitada por si mesma e ser tratada eticamente. Nesse contexto, ela é significativa na moralidade, na ética, no direito e na política como uma extensão dos conceitos iluministas de direitos inerentes e inalienáveis. O termo também pode ser usado para descrever a conduta pessoal, como em "comportar-se com dignidade".

O conteúdo da dignidade contemporânea deriva da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, resumida no princípio de que todo ser humano tem direito à dignidade humana. No Artigo 1, estipula-se que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.[1]

Etimologia

A palavra dignidade no Português veio do Latim dignitas, “o que tem valor” que veio de dignus, “digno, valioso, adequado, compatível com os propósitos”.[2]

Uso moderno

Falantes de inglês frequentemente usam a palavra "dignidade" de forma prescritiva e cautelar: por exemplo, na política, ela pode ser usada para criticar o tratamento de grupos e povos oprimidos e vulneráveis, mas também tem sido aplicada a culturas e subculturas, a crenças e ideais religiosos e até mesmo a animais usados para alimentação ou pesquisa.

“Dignidade” também possui significados descritivos relacionados ao valor dos seres humanos. Em geral, o termo tem várias funções e significados dependendo de como o termo é usado e do contexto.[3]

No uso moderno comum, a palavra denota "respeito" e "status", e é frequentemente usada para sugerir que alguém não está recebendo o devido respeito, ou mesmo que não está se tratando com o devido respeito próprio. Há também uma longa história de uso filosófico específico deste termo. No entanto, ele raramente é definido explicitamente em discussões políticas, jurídicas e científicas. Proclamações internacionais até agora deixaram a dignidade indefinida[4][5] e comentaristas científicos, como aqueles que argumentam contra a pesquisa genética e a algenia, citam a dignidade como uma razão, mas são ambíguos quanto à sua aplicação.[6]

Aurel Kolnai afirma:[7]

A dignidade também tende a conotar características de serenidade autossuficiente, de um certo poder interior e moderado, porém translúcido e perceptível, de autoafirmação: o tipo de caráter digno é cauteloso em relação à atividade enfática, em vez de ser taciturno e passivo; talvez impassível em vez de intransponível; paciente em vez de ansiosamente defensivo; e desprovido de agressividade, mas não incapaz dela.

Ver também

Referências

  1. Bidouh, Soumaya (15 de dezembro de 2020). «Euthanasia: the individual and dignity»: 76–83 
  2. «dignidade | Palavras | Origem Da Palavra». origemdapalavra.com.br. Consultado em 8 de março de 2025 
  3. Shultziner, Doron (2003). «Human Dignity – Functions and Meanings». Global Jurist. 3 (3): 1–21. Consultado em 8 de abril de 2015 
  4. "Those provisions concerning human dignity have not been authoritatively interpreted or applied by any of the competent, independent, international institutions." Bartha Maria Knoppers, Human Dignity and Genetic Heritage: Study Paper (Law Reform Commission of Canada, 1991), note, at 23. None of the international proclamations make dignity the rare quality that some commentators say it should be.
  5. Myres S. McDougal, Harold D. Lasswell, and Chen Lung-chu, Human Rights and World Public Order: The Basic Policies of an International Law of Human Dignity (New Haven: Yale UP, 1980), note, at 376.
  6. Harees, Lukman (16 de janeiro de 2012). The Mirage of Dignity on the Highways of Human 'progress': – the Bystanders' Perspective –. [S.l.]: AuthorHouse (publicado em 2012). p. 79. ISBN 9781467007733. Consultado em 22 de setembro de 2014. Even in recent times, when dignity of the human came into scientific discourses especially in the area of genetic related research, the scientific commentators, such as those arguing against such researches and algeny, cite dignity as a reason but are ambiguous about its application. [Italics in original] 
  7. Kolnai, Aurel (julho de 1976). «Dignity»Subscrição paga é requerida. Philosophy (em inglês). 51 (197): 251–271. ISSN 1469-817X. doi:10.1017/S003181910001932X 

Bibliografia

Ligações externas

O Wikiquote tem citações relacionadas a Dignidade.

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