Darmok

"Darmok"
2.º episódio da 5.ª temporada de
Star Trek: The Next Generation
Dathon e Picard
Informação geral
DireçãoWinrich Kolbe
RoteiroJoe Menosky
HistóriaPhillip LaZebnik
Joe Menosky
MúsicaJay Chattaway
CinematografiaMarvin V. Rush
EdiçãoTom Benko
Exibição original30 de setembro de 1991 (1991-09-30)
Duração45 minutos
Convidados
Cronologia
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"Ensign Ro"
Star Trek: The Next Generation (5.ª temporada)
Lista de episódios

"Darmok" é o segundo episódio da quinta temporada da série de ficção científica estadunidense Star Trek: The Next Generation. É o 102º episódio geral da série e foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão em 30 de setembro de 1991. Foi dirigido por Winrich Kolbe e escrito por Joe Menosky a partir de uma história sua e de Phillip LaZebnik. The Next Generation se passa no século XXIV e acompanha as aventuras da tripulação da nave estelar USS Enterprise-D. Neste episódio, o capitão Jean-Luc Picard precisa superar uma barreira linguística para estabelecer relações com uma espécie alienígena.

A história original foi proposta por LaZebnik na terceira temporada, porém nenhum roteirista conseguiu criar um roteiro considerado aceitável. Menosky recebeu a história na quinta temporada e, após uma dificuldade inicial, concebeu a ideia de uma espécie se comunicar usando um idioma baseado em metáforas, criando ele mesmo a língua usando várias referências literárias e acadêmicas. Dois dias de filmagens foram passados em locação no Cânion Bronson, com Kolbe tendo uma dificuldade especial para criar uma cena de luta. Este episódio marcou a estreia de um novo figurino mais casual para Picard.

"Darmok" já foi analisado academicamente, com comentários sobre o uso de metáforas e alegorias no idioma tamariano e como tais figuras de linguagem se refletem nas comunicações culturais humanas. O episódio foi muito bem recebido pela equipe de produção e crítica especializada, com elogios especialmente para sua abordagem de história, as atuações de Patrick Stewart e Paul Winfield e uso da comunicação como o tema central, apesar de algumas críticas quanto a praticidade e lógica do idioma tamariano. O episódio já foi lançado em diferentes formatos de mídia caseira desde meados da década de 1990.

Enredo

A USS Enterprise tenta fazer contato com os tamarianos em órbita do planeta El-Adrel. Contatos anteriores falharam porque foi impossível entender o que esses alienígenas estavam falando; apesar do tradutor universal traduzir suas palavras, os tamarianos se comunicam usando alusões a sua mitologia e história a fim de transmitirem pensamentos e intenções. Semelhantemente, os tamarianos não conseguem entender a linguagem direta usada pela Federação dos Planetas Unidos.[1]

Dathon, o capitão tamariano, se teletransporta junto com o capitão Jean-Luc Picard para a superfície do planeta, com a nave tamariana bloqueando qualquer tentativa da Enterprise de resgatar Picard. Dathon fica repetindo a frase "Darmok e Jalad em Tanagra" enquanto oferece uma adaga para Picard, com este achando que Dathon quer que os dois lutem até a morte. No dia seguinte, Dathon aparece correndo e preocupado e Picard percebe que há um predador na área. Ele começa a compreender os jargões tamanarianos ao reconhecer uma alegoria como uma tática para enfrentarem a fera. Os dois tentam enfrentar o predador juntos, porém uma tentativa da Enterprise de teletransportar Picard o atrapalha e Dathon é seriamente ferido.[1]

Picard tenta cuidar dos ferimentos de Dathon e deduz que Darmok e Jalad eram guerreiros que se conheceram na ilha de Tanagra e foram forçados a lutar contra uma fera, tornando-se amigos no processo. Dathon tentou recriar isso com Picard na esperança de forjar uma amizade por meio de uma adversidade compartilhada. Picard então conta a Epopeia de Gilgamés, uma história semelhante com a de Darmok e Jalad. Dathon parece compreender a história antes de morrer por conta de seus ferimentos.[1]

Enquanto isso, a bordo da Enterprise, o comandante William Riker e o resto da tripulação não conseguem se comunicar com os tamarianos, com todas as suas tentativas de resgatar Picard sendo impedidas. A Enterprise acaba atirando contra a nave tamariana, derrubando o bloqueio do teletransporte e trazendo Picard de volta. Os tamarianos preparam-se para revidar, mas Picard entra em contato e, com seu conhecimento recém adquirido do idioma, consegue conversar com eles. Picard oferece o diário e adaga de Dathon depois de lhes contar sobre o sacrifício de seu capitão. Os tamarianos dizem para ele ficar com a adaga como lembrança, mas pegam o diário e registram todo o ocorrido na superfície como "Picard e Dathon em El-Adrel". Picard depois lamenta a morte de Dathon, que se sacrificou em nome da comunicação, se perguntando se faria o mesmo.[1]

Produção

Roteiro

A história base de "Darmok" foi proposta pelo roteirista independente Philip LaZebnik na terceira temporada. Na versão original, uma equipe avançada da USS Enterprise visitaria um planeta e se dividiria, com cada tripulante encontrando uma misteriosa criança alienígena que sempre lhes saudaria dizendo "Darmok?" Não importando qual resposta, o tripulante seria lançado para a órbita do planeta dentro de um "casulo de mumificação". Por fim, o capitão Jean-Luc Picard encontraria a criança e, em vez de responder à pergunta, ele ficaria em silêncio e começaria a brincar com ela no chão, tendo deduzido que "Darmok" significava "brincar". Isto libertaria os tripulantes presos e a história terminaria.[2]

O produtor executivo Rick Berman odiou o conceito, mas o produtor executivo Michael Piller adorou e quis levá-lo adiante, achando-o "curioso e interessante".[3] A equipe de roteiristas determinou que a proposta de LaZebnik não funcionava no contexto de Star Trek: The Next Generation e precisava ser retrabalhada, porém ninguém conseguiu criar uma versão considerada aceitável, tanto que "Darmok" ganhou fama entre os roteiristas da série como o roteiro "insolúvel". Piller não estava disposto a abandoná-la, chegando a passá-la para dois roteiristas independentes que fracassaram em criarem uma versão aceitável e foram dispensados da série.[2] A ideia continuou sendo considerada por duas temporadas até ser entregue para Joe Menosky,[4] quem Piller achou que poderia conseguir criar algo interessante por ser um "cara muito inteligente e intelectual".[3]

Menosky trabalhou em "Darmok" por vários dias, mas não conseguiu criar algo, chegando até temer que também seria demitido. Nesse meio tempo, Piller tinha assistido ao filme Dances with Wolves e ficou impressionado por uma cena em que um homem branco e um nativo-americano conseguem se fazer entender ao redor de uma fogueira sem falarem o mesmo idioma, dizendo durante uma reunião de roteiro: "É isso: um homem, um alienígena, sozinhos em um planeta, ao redor do fogo. Eles não sabem o idioma do outro, eles tem dificuldades em superar suas diferenças, e finalmente atravessam a comunicação. E talvez haja um monstro grande". Menosky ficou inspirado e, durante um fim de semana, escreveu um memorando que estabelecia o enredo da história, criava uma explicação para o não funcionamento do tradutor universal e abordava os temas de comunicação, linguagem e mitologia. A única coisa que Menosky manteve da história original de LaZebnik foi a palavra "Darmok", pois "eu gostei do som da palavra".[2]

Uma das primeiras dificuldades de Menosky ao desenvolver a história foi encontrar um motivo para o tradutor universal não conseguir decifrar o idioma alienígena, por fim tendo a ideia de uma língua baseada em metáforas. A partir disso o roteirista criou sozinho todo o idioma tamariano dentro de um prazo apertado, usando três fontes principais. A primeira foi os trabalhos do psicólogo James Hillman, que enfatizava que "tudo é metáfora". A segunda foi a citação "Toda palavra é um poema", do tradutor John Ciardi. A terceira foi as metáforas de obras poéticas e filosóficas chinesas medievais, como I Ching. Menosky então criou os vários contos da mitologia tamariana, colocando um imagético suficiente para ser compreensível para os telespectadores. A escolha da Epopeia de Gilgamés para a cena da fogueira entre Picard e Dathon veio porque o roteirista achou que ela definia vários arquétipos ocidentais, com sua semelhança geral com o enredo do próprio episódio sendo uma "combinação de 'sorte do escritor' e inevitabilidade".[5]

Filmagens

O Cânion Bronson serviu de locação para o planeta El-Adrel

"Darmok" foi dirigido por Winrich Kolbe.[3] As cenas na superfície do planeta El-Adrel foram filmadas em locação durante dois dias no Cânion Bronson em Los Angeles,[4] porém as cenas de Picard e Dathon ao redor da fogueira foram filmadas em estúdio. O diretor de fotografia Marvin V. Rush considerou estas cenas as mais desafiadoras do episódio, mas achou que o resultado final "tem um visual bastante crível e bonito". A iluminação nos rostos dos atores parece vir do fogo, mas na verdade era uma iluminação artificial que Rush criou com rebatedores e luzes fracas apontadas para cima e para baixo, filmando tudo com lentes longas.[3] "Darmok" marcou a estreia de um novo cenário para a nave auxiliar, sendo a primeira vez que o interior combinou com o exterior da miniatura de filmagem.[4]

Kolbe achou que a parte mais desafiadora foi o confronto com a criatura. Ele elaborou por conta própria a batalha, estabelecendo os movimentos de câmera e dos atores, porém o editor Tom Benko ficou confuso com os copiões recebidos após cada dia de filmagem, afirmando não saber o que fazer. Kolbe sentou-se com Benko para editar a cena para que desta forma o editor entendesse sua visão.[3] O monstro em si foi interpretado pelo dublê Rex Pierson e gravado em frente de um chroma key azul; as imagens foram captadas primeiro em fita de vídeo e depois reveladas em uma película superexposta. O supervisor de efeitos visuais Robert Legato também usou uma versão mais barata dos efeitos de derretimento do filme Terminator 2: Judgment Day para criar o brilho da criatura.[4] O figurino da criatura tinha uma cabeça de espuma tão pesada que precisou ser feita em três partes, enquanto em planos fechados a cabeça foi colocada num suporte com uma alavanca que abria e fechava a boca.[6]

A maquiagem tamariana foi desenvolvida pelo supervisor de maquiagem Michael Westmore, que queria criar um humanoide com grandes diferenças físicas em relação aos humanos, bem como um visual interessante já que o personagem de Dathon apareceria bastante pelo decorrer da história. Já que o ator Paul Winfield tinha um porte físico grande, Westmore não queria deixá-lo maior, especialmente no rosto, assim criou uma prótese na cabeça que ia até os olhos e uma segunda peça menor no lábio superior. Os padrões e pintas da pele dos alienígenas foram pintadas depois da maquiagem ser aplicada, com a maquiagem de Dathon sendo usada como base para os outros atores.[7] Um novo uniforme mais casual para Picard foi criado na quinta temporada e fez sua primeira aparição em "Darmok", consistindo em uma camisa cinza e preta por baixo de uma jaqueta vermelha e preta. Este novo figurino foi uma sugestão do ator Patrick Stewart e criado pelo figurinista Robert Blackman para fazer Picard se destacar do resto da tripulação.[8]

O elenco convidado teve Paul Winfield interpretando Dathon; o ator já tinha aparecido antes na franquia no filme Star Trek II: The Wrath of Khan como o capitão Terrell. Richard Allen apareceu como o primeiro oficial tamariano, tendo antes interpretado Kentor em "The Ensigns of Command". Ashley Judd fez a alferes Robin Lefler, personagem que interpretaria novamente no episódio "The Game";[9] apenas seu sobrenome foi mencionado em "Darmok", enquanto seu primeiro nome só seria estabelecido em "The Game".[4]

Análise

O acadêmico Ian Bogost comentou que a linguagem tamariana não era apropriada para o diálogo técnico necessário para uma espécie que viaja no espaço, nem para uso de metáforas ou imagens, impedindo qualquer distinção entre um objeto ou evento em sua representação significativa; por exemplo, como seria possível falar "Me dê a chave de soquete de ¾ de polegada"? Apesar do idioma ser descrito no episódio como "imagético", "metafórico" ou "simbólico", Bogost achou que alegórico seria uma melhor descrição, pois em uma alegoria eventos são substituídos por outros em vez de se referir a eventos diferentes. Mesmo assim, ele afirmou que o idioma tamariano não poderia ser classificado totalmente como alegórico nem imagético, mas que assumia as duas funções, com sua estrutura sendo uma abstração, uma forma de lógica. Bogost disse que a linguagem instancia estratégia e lógica nos seus falantes, com todos os envolvidos podendo então perceber como dar continuidade a isso com um entendimento compartilhado.[10]

A acadêmica Kristina Šekrst comparou o idioma tamariano com a teoria de metáforas elaborada pelo linguista George Lakoff e pelo filósofo Mark Johnson nos livros Metaphors We Live By e Women, Fire, and Dangerous Things. Ela comentou que a dependência dos alienígenas em referências mitológicas e históricas espelhava-se no conceito da linguística cognitiva de que metáforas não são apenas ferramentas linguísticas, mas também elementos fundamentais do pensamento humano. Šekrst considerou que a linguagem tamariana, ao fundamentar a comunicação em narrativas culturais compartilhadas, exemplifica como metáforas moldam não apenas a expressão, mas também as estruturas conceituais através das quais indivíduos e sociedades compreendem o mundo. Ela destacou a importância dessas percepções para ilustrar como a metáfora opera tanto em línguas humanas quanto em línguas alienígenas hipotéticas, mostrando o poder dessa figura de linguagem para facilitar ou dificultar o entendimento entre povos diferentes.[11]

Crítica

"Darmok" foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão na semana de 30 de setembro de 1991.[12] Keith R. A. DeCandido da Reactor comentou que apesar do episódio ter falhas, como a falta de praticidade do idioma tamariano e a ausência de um linguista a bordo da Enterprise, estas eram irrelevantes porque "Darmok" era "precisamente o que Star Trek é supostamente sobre ... procurar novas vidas e novas civilizações". Ele elogiou como a história abordou o tema de comunicação, algo que sempre foi evitado na série, e destacou especialmente as atuações de Winfield e Stewart, dizendo que a cena em que Picard conta a Epopeia de Gilgamés era uma das dez melhores da franquia. Em resumo, DeCandido afirmou que este episódio era "Uma boa história de primeiro contato, uma boa história de ficção científica e com atuações de primeira linha".[9]

Zack Handlen da The A.V. Club achou que apesar da "improbabilidade" do idioma tamariano, o "episódio é carregado por excelentes atuações, um monstro maluco e um clímax de suspense". Acima disso, Handlen achou que o enredo acertava ao lidar com comunicação, considerando a linguagem tamariana como "por si só uma metáfora", pois demonstra "em termos fáceis de entender como dois lados podem achar o entendimento praticamente impossível, mesmo quando ambos estão buscando o mesmo objetivo básico".[13] Salvador Nogueira da Trek Brasilis achou que "Darmok" era um "episódio maravilhoso" que abordava um tema a partir de uma visão mais "realista" na ficção científica, porém também questionou a praticidade do idioma tamariano. Ele considerou que o desenvolvimento do relacionamento entre Picard e Dathon era um dos melhores aspectos da história e que as atuações de Stewart e Winfield eram "brilhantes", também elogiando como a história era uma reflexão sobre a dificuldade de fazer contato com outras culturas.[14]

Piller considerou que "Darmok" era "o protótipo do que Star Trek deve ser", elogiando o roteiro e afirmando que ele "funcionou em todos os níveis; tinha um enfoque filosófico com linguagem e o que ela faz para nós; grandes atuações, tinha um monstro e uma batalha espacial – tinha tudo". Kolbe admitiu que tinha sentimentos conflitantes sobre o episódio, achando que tinha sido prejudicado em seu trabalho por conta das várias dificuldades técnicas, mas considerou que era uma história "quase impecável. Abordou um tema muito interessante e também muito complexo, e acho que fez bem"; no geral, Kolbe comentou que "é um programa que todos podemos nos orgulhar".[3]

Mídia caseira

"Darmok" foi lançado no formato LaserDisc nos Estados Unidos em 24 de setembro de 1996 junto com "Redemption II",[15] enquanto no Japão foi lançado em 10 de julho de 1997 como parte da coleção da primeira metade da quinta temporada.[16] Foi lançado em DVD nos Estados Unidos em 5 de novembro de 2002 como parte da coleção da quinta temporada.[17] Foi remasterizado e lançado no formato Blu-ray nos Estados Unidos em 18 de novembro de 2013 como parte da coleção da quinta temporada.[18]

Referências

  1. a b c d «Darmok». Star Trek. Consultado em 18 de fevereiro de 2026. Arquivado do original em 28 de fevereiro de 2021 
  2. a b c Block & Erdmann 2012, p. 219.
  3. a b c d e f Gross & Altman 1995, p. 228.
  4. a b c d e Nemecek 1995, p. 177.
  5. Block & Erdmann 2012, p. 220.
  6. Westmore & Nazarro 1993, p. 73.
  7. Westmore & Nazarro 1993, p. 72.
  8. Block & Erdmann 2012, p. 218.
  9. a b DeCandido, Keith R. A. (5 de junho de 2012). «Star Trek: The Next Generation Rewatch: "Darmok"». Reactor. Consultado em 18 de fevereiro de 2026 
  10. Bogost, Ian (18 de junho de 2014). «Shaka, When the Walls Fell». The Atlantic. Consultado em 18 de fevereiro de 2026. (pede subscrição (ajuda)) 
  11. Šekrst, Kristina (janeiro de 2022). «Darmok and Jalad on the Internet: The Importance of Metaphors in Natural Languages and Natural Language Processing». ResearchGate. Consultado em 18 de fevereiro de 2026 
  12. Nemecek 1995, p. 176.
  13. Handlen, Zack (17 de fevereiro de 2011). «Star Trek: The Next Generation: "Redemption: Part Two"/"Darmok"». The A.V. Club. Consultado em 19 de fevereiro de 2026 
  14. Nogueira, Salvador (18 de agosto de 2022). «TNG 5×02: Darmok». Trek Brasilis. Consultado em 19 de fevereiro de 2026 
  15. «Star Trek Next Generation #101/102: Redemption #2/Darmok [LV 40270-201]». LaserDisc Database. Consultado em 16 de fevereiro de 2026 
  16. «Star Trek Next Generation: Log. 9: Fifth Season Part.1 [PILF-2013]». LaserDisc Database. Consultado em 16 de fevereiro de 2026 
  17. Ordway, Holly E. (18 de novembro de 2002). «Star Trek the Next Generation - Season 5». DVD Talk. Consultado em 5 de julho de 2025 
  18. Miller III, Randy (14 de novembro de 2013). «Star Trek: The Next Generation - Season Five». DVD Talk. Consultado em 5 de julho de 2025 

Bibliografia

  • Block, Paula; Erdmann, Terry (2012). Star Trek: The Next Generation 365. Nova Iorque: Abrams. ISBN 978-1-4197-0429-1 
  • Gross, Edward; Altman, Mark A. (1995). Captains' Logs: The Unauthorized Complete Trek Voyages. Boston & Nova Iorque: Little Brown & Co. ISBN 978-0-3163-2957-6 
  • Nemecek, Larry (1995). Star Trek: The Next Generation Companion 2ª ed. Nova Iorque: Pocket Books. ISBN 0-671-88340-2 
  • Westmore, Michael G.; Nazzaro, Joe (1993). Star Trek: The Next Generation Make-Up FX Journal. Londres: Titan Books. ISBN 978-1-85286-491-0 

Ligações externas

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