Cortinarius orellanus
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Cortinarius orellanus é uma espécie de fungo mortal da família Cortinariaceae, nativa da Europa. Dentro do gênero, pertence a um grupo conhecido como Orellani, todos altamente tóxicos — o consumo resulta em insuficiência renal, muitas vezes irreversível. O cogumelo é geralmente de cor castanho-amarelado a marrom em toda a extensão.
Taxonomia
A espécie Cortinarius orellanus foi descrita pela primeira vez pelo micologista sueco Elias Magnus Fries em seu livro de 1838 Epicrisis Systematis Mycologici seu Synopsis Hymenomycetum.[1] É uma das sete espécies altamente tóxicas que compõem os Orellani, um subgênero dentro do gênero Cortinarius.[2]
Descrição
Cortinarius orellanus possui um píleo côncavo de 3 a 6 cm de diâmetro, embora espécimes raros atinjam 8 cm. O píleo se achata com a idade. A cor é marrom-alaranjada e coberto por finas escamas fibrosas, tornando-se liso com o tempo. A superfície do píleo fica preta com hidróxido de potássio. As lamelas espessas são de cor ocre claro, mudando para marrom-ferrugem com a idade à medida que os esporos amadurecem. Elas têm conexão adnata ou sinuosa ao estipe. O estipe mede 4 a 9 cm de altura e 1 a 2 cm de espessura, com base afinada. Tem a mesma cor ou ligeiramente cor mais clara que o píleo, e é amarelado na parte superior. Ocasionalmente há fragmentos do véu (cortina) amarelo-pálido aderidos à metade inferior. A carne firme é ocre pálida. Tem leve odor de rabanete ao ser cortado e nenhum sabor forte.[3]
Distribuição e habitat
Cortinarius orellanus ocorre na Europa central e oriental (Polônia, República Tcheca, Eslováquia), embora seja raro na Alemanha. É ocasionalmente encontrado no sul da Grã-Bretanha. Cresce em florestas decíduas sob faias, carpinos e carvalhos, e frequentemente perto de pinheiros.[3]
Toxicidade
O perigo de C. orellanus foi descoberto em 1957,[4] quando (em 1952) 102 pessoas adoecerem após consumi-lo em Bydgoszcz, Polônia. Onze das vítimas morreram.[3][4] Desde então, casos de envenenamento foram registrados na França, Suíça e Alemanha.[4] Em 1997, quatro pessoas sofreram toxicidade renal após confundirem C. orellanus com um comestível e apreciado cantarelo na Áustria, onde a coleta de cogumelos silvestres é popular.[5]
A toxina relevante é a orellanina.[6]
Uma característica importante da história natural de Cortinarius orellanus é sua toxicidade, ligada à presença de orellanina, uma forte nefrotoxina. Algumas pesquisa fornecem fortes evidências para essa afirmação, por exemplo, a de Judge e colaboradores (2010) que descreve casos de insuficiência renal crônica causada pelo consumo de cogumelos Cortinarius contendo orellanina.[7]
Ver também
- Cortinarius austrovenetus
- Cortinarius iodes
- Cortinarius rubellus
- Cortinarius traganus
- Cortinarius vanduzerensis
- Cortinarius violaceus
- Collybia personata
- Collybia nuda
Referências
- ↑ Fries, E. M. (1838). Epicrisis Systematis Mycologici: Seu Synopsis Hymenomycetum [A Critical Study of Mycology: A Synopsis of the Hymenomycetes] (em latim). 1–2. Uppsala, Sweden: Regiae Academiae Typographia. p. 288. Arquivado do original em 21 de outubro de 2020
- ↑ Gasparini, B. (2004). «Cortinarius subgenus Orellani in Australia and in the world» (PDF). Australasian Mycologist. 23 (2): 62–76
- ↑ a b c Bresinsky, A.; Besl, H. (2004). A Colour Atlas of Poisonous Fungi: A Handbook for Pharmacists, Doctors, and Biologists. [S.l.]: CRC Press x. pp. 53–54. ISBN 9780723415763
- ↑ a b c Prast, H.; Werner, E. R.; Pfaller, W.; Moser, M. (1988). «Toxic properties of the mushroom Cortinarius orellanus». Archives of Toxicology. 62 (1): 81–88. PMID 3190463. doi:10.1007/BF00316263
- ↑ Horn, S.; Horina, J. H.; Krejs, G. J.; Holzer, H.; Ratschek, M. (1997). «End-stage renal failure from mushroom poisoning with Cortinarius orellanus: Report of four cases and review of the literature». American Journal of Kidney Diseases. 30 (2): 282–86. PMID 9261043. doi:10.1016/S0272-6386(97)90066-4
- ↑ Richard, Jean-Michel; Louis, Josette; Cantin, Danielle (1 de março de 1988). «Nephrotoxicity of orellanine, a toxin from the mushroom Cortinarius orellanus». Archives of Toxicology. 62 (2–3): 242–245. Bibcode:1988ArTox..62..242R. ISSN 0340-5761. PMID 3196164. doi:10.1007/BF00570151
- ↑ Judge, Bryan S.; Ammirati, Joseph F.; Lincoff, Gary H.; Trestrail, John H.; Matheny, P. Brandon (julho de 2010). «Ingestion of a newly described North American mushroom species from Michigan resulting in chronic renal failure:Cortinarius orellanosus». Clinical Toxicology (6): 545–549. ISSN 1556-3650. doi:10.3109/15563650.2010.495346. Consultado em 22 de fevereiro de 2026
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