Clara Tott

Clara Tott
Nascimento1440
Augsburgo
Morte1520 (79–80 anos)
CônjugeFriedrich I.
Filho(a)(s)Luís I, Conde de Löwenstein
Ocupaçãoartista, cantora, dama de companhia

Clara Tott, em outras fontes Clara Dett, Clara de Dettingen, Tettingen ou Clare Dettin (c.14401520), foi uma cantora da corte associado ao Eleitor Palatino Frederico I, com quem dizem que ela se casou em segredo.

Vida

Clara Tott era filha de Gerhard Tott, que trabalhava para a câmara municipal de Augsburg. Ela foi empregada como criada da Duquesa Ana (1420–1474), a segunda esposa do Duque Alberto III da Baviera. Na corte de Munique, trabalhou como cantora.

Em 1459, iniciou-se um caso amoroso com Frederico I, Eleitor Palatino. Tiveram dois filhos, eles são descritos como legítimos em vários documentos, embora não se saiba ao certo quando Clara Tott e Frederico se casaram. Algumas fontes indicam que eles casaram em 1462. De qualquer forma, o casamento foi mantido em segredo até 1472, quando Frederico, o filho mais velho, almejava um cargo nos cabidos das catedrais de Speyer e Worms e precisava comprovar sua linhagem de forma inequívoca. Em 1470, o Eleitor Filipe, o Sincero, dispensou seu tio Frederico I da promessa de não se casar naquele ano; contudo, por razões de Estado, toda a situação foi mantida em segredo.

Após a morte de Frederico I em 1479, seu sucessor Filipe chegou a manter Clara prisioneira no Castelo de Lindenfels por vários anos, apenas para manter a situação em segredo.[1] Os historiadores contemporâneos descrevem a situação vagamente e se expressam com muita cautela, para não desagradar o poderoso Palatinado. Os historiadores posteriores adotaram a terminologia pouco clara dos seus antecessores, mesmo quando a questão se tornou menos importante dinásticamente e historicamente.[2]

No século XIX, os historiadores Johann Ludwig Klüber e August Wilhelm Heffter investigaram o assunto e escreveram um artigo muito detalhado, mostrando com base em evidências claras que ambos os filhos eram legítimos e que Clara Tott devia ter descendido de uma família nobre.[3][4]

Clara Tott era musicalmente talentosa e teve um efeito duradouro na vida musical da corte em Heidelberg. Ela auxiliou seu marido quando ele organizou o coro local e o convenceu a nomear o famoso cantor Johann Steinwert von Soest como seu líder.[5]

Legado

Uma rua em Augsburg leva o nome dela.

Max Meyer-Olbersleben compôs Clare Dettin, uma ópera em 3 atos, Op. 41 (1894).

Filhos

Clara Tott e o Eleitor Frederico I tiveram um casamento feliz. Eles tiveram dois filhos:

  • Frederico da Baviera (1460 – 16 de outubro de 1474), um cônego no cabido da catedral de Speyer e, mais tarde, também em Worms. Morreu antes do pai e, tal como este, foi sepultado na igreja franciscana de Heidelberg. O seu epitáfio referia-se a ele como filho ilegítimo do eleitor. A lápide, com um retrato de Frederico vestido de clérigo, ainda se encontrava na igreja em 1716. Contudo, estava bastante danificada pelos franceses.
  • Luís da Baviera (1463-1523). Foi elevado a conde imperial pelo Imperador Maximiliano I em 24 de fevereiro de 1494. Seu pai lhe legou o Condado de Löwenstein. Era conhecido como Luís da Baviera e foi o fundador da Casa de Löwenstein-Wertheim. Seus herdeiros adquiriram o Condado de Wertheim e posteriormente foram elevados à categoria de príncipes do Sacro Império Romano-Germânico.

O Eleitor Frederico I governou até sua morte em nome de seu sobrinho e filho adotivo Filipe, o Sincero. Esta pode ter sido a razão pela qual ele não estabeleceu uma parte regular de sua herança para seus dois filhos com Clara Tott. Eles só teriam direito a herdar o Eleitorado do Palatinado se Filipe e seus filhos morressem antes deles. Se os descendentes de Filipe se extinguissem, o membro mais antigo da Casa Principesca de Löwenstein-Wertheim herdaria.

Referências

  1. Marita A. Panzer and Elisabeth Plössl: Bavarias Töchter: Frauenporträts aus fünf Jahrhunderten, F. Pustet, 1997, p. 60, Online
  2. Carl von Rotteck: Das Staats-Lexikon", 1847; zu den Familienverhältnissen und Nachkommen Kurfürst Friedrich des Siegreichen, Online
  3. Johann Ludwig Klüber: Die eheliche Abstammung des Fürstenhauses Löwenstein-Wertheim, 1837, Online
  4. August Wilhelm Heffter: Votum eines norddeutschen Publizisten zu Klübers ehelicher Abstammung des Fürstenhauses Löwenstein-Wertheim, 1838, Online
  5. Linda Maria Koldau: Frauen - Musik - Kultur, Böhlau Verlag, Cologne and Weimar, 2005, p. 575, Online

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