Aline Calixto
| Aline Calixto | |
|---|---|
Calixto em 2010 | |
| Nascimento | Aline Calixto de Oliveira 29 de dezembro de 1980 (45 anos) |
| Nacionalidade | brasileira |
| Etnia | branca |
| Alma mater | |
| Ocupação | |
| Prêmios | Prêmio APCA |
Aline Calixto de Oliveira (Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 1980) é uma cantora e compositora brasileira.[1] Em 2007, foi vencedora do concurso Novos Bambas do Velho Samba.[1][2]
Biografia
Aline Calixto nasceu em 29 de dezembro de 1980 na capital homônima do Rio de Janeiro. Aos seis anos, mudou-se com sua mãe para Belo Horizonte.[2]
Calixto é graduada em geografia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).[3] Em 2007, sagrou-se vencedora do concurso Novos Bambas do Velho Samba, realizado anualmente pela casa Carioca da Gema, no Rio de Janeiro.[1][2]
Carreira
Em 2009, a cantora lançou o álbum Aline Calixto pela gravadora Warner Music, trabalho produzido por Leandro Sapucahy. O disco contou com 13 faixas, incluindo três de autoria de Calixto. A obra foi premiada como o “Disco do Ano” pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), além de contar com a participação dos músicos Carlinhos Sete Cordas, Thiago Delegado, Mauro Diniz, Marcio Hulk, Marcos Arcanjo, Nenê Brown, Ovídio Brito, Ricardo Acácio, Leandro Sapucahy, Laise Sapucahy, Camilo Mariano, Boris, Dirceu Leite e Bira Trombone.[4][2]
Em 2011, Calixto lançou o álbum Flor Morena[5][6] produzido por Arthur Maia. O show de lançamento do CD foi realizado no Clube dos Democráticos, no Rio de Janeiro, e contou com a participação do grupo Casuarina. Em 2012, apresentou na Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro, o show “Aline Calixto canta Clara Nunes”, que contou com o repertório consagrado pela cantora homenageada.[1]
Em 2015, ela lançou o disco Meu Ziriguidum[6] produzido por Paulão Sete Cordas e Thiago Delegado. O álbum contou com a participação de Zeca Pagodinho na faixa “No pé miudinho” e Arlindo Cruz em “Toda Noite”. O show de lançamento do disco ocorreu no Teatro Bradesco do Centro Cultural Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, Minas Gerais.[1]
Em 2017, a cantora lançou o álbum Serpente, contendo com 10 faixas inéditas e autorais.[6]
Em 2018, Calixto gravou o DVD 10 Anos de Aline Calixto – Ao Vivo em BH, com arranjos e direção musical de Thiago Delegado.[7] O trabalho foi lançado em 2020 pelo selo Lab 344.[1][8]
Em 2021, a mineira lançou o álbum Pontinhos de Amor. Com 15 faixas e voltado para o público infantil, o álbum fala sobre os Orixás do Camdomblé e as Entidades da Umbanda.[9]
| “ | “São os nossos espíritos amigos. Cheios de amor e sabedoria, que estão sempre dispostos a dividir conhecimento e nos abençoar”, comenta. Por último, o disco traz a faixa bônus, uma encantadora historinha chamada “Festa no Aiyê” | ” |
— Aline Calixto.
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Entre 2023 e 2025, Aline Calixto viajou por diversas cidades do Brasil e da América do Sul com sua turnê "Clara Viva". O repertório é todo em homenagem à cantora Clara Nunes, interpretando sambas que abordam a religiosidade Afro-Brasileira.[10]
No carnaval de 2026, Aline apresentou no Bloco da Calixto, um dos principais blocos de Belo Horizonte e em sua homenagem, o tema "Minas com Bahia". As canções tiveram ritmos como o samba-reggae, o pagodão baiano e o samba duro. Durante as apresentações, Aline revelou estar grávida.[11]
Relação com o carnaval de Belo Horizonte
Aline Calixto tornou-se uma das figuras associadas ao processo de revitalização do Carnaval de Belo Horizonte nas décadas de 2010 e 2020.
Sua atuação em blocos de rua e eventos carnavalescos contribuiu para a valorização do samba dentro da cena cultural belo-horizontina contemporânea.[12]
Pesquisadores da cultura urbana destacam que o crescimento do carnaval de rua em Belo Horizonte esteve ligado à ampliação de manifestações musicais populares e à ocupação cultural do espaço público.[13]
Samba, cultura afro-brasileira e identidade mineira
A obra de Aline Calixto dialoga com tradições do samba afro-brasileiro e com manifestações culturais populares de Minas Gerais.[14]
Seu repertório frequentemente aborda temas ligados à ancestralidade, religiosidade afro-brasileira, resistência cultural e memória do samba.
A presença de artistas sambistas em Minas Gerais tem sido interpretada por pesquisadores como parte da consolidação de uma cena musical afro-mineira contemporânea articulada ao crescimento do carnaval de rua e de movimentos culturais periféricos.[15]
Mulheres no samba
Aline Calixto integra uma geração de intérpretes que ampliaram a visibilidade feminina no samba brasileiro contemporâneo.[16]
Sua trajetória é frequentemente relacionada à continuidade da presença de mulheres sambistas iniciada por artistas como Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione e Dona Ivone Lara.[17]
Estudos sobre música popular brasileira apontam que intérpretes femininas do samba tiveram papel importante na valorização de repertórios ligados à memória afro-brasileira e à cultura popular urbana.[18]
Recepção crítica
Críticos musicais destacam a interpretação vocal de Aline Calixto e sua aproximação com formas tradicionais do samba.[19]
Sua produção artística foi associada ao fortalecimento da cena musical independente de Minas Gerais e ao crescimento nacional do samba produzido fora do eixo tradicional carioca.[20]
Referências
- ↑ a b c d e f «Aline Calixto». Dicionário Cravo Albin. Consultado em 11 de Maio de 2026. Cópia arquivada em 18 de agosto de 2022
- ↑ a b c d «Conheça Aline Calixto, carioca de Minas Gerais que lança CD de samba com participação de Monarco e outros bambas». Extra Online. 18 de junho de 2009. Consultado em 11 de maio de 2026
- ↑ «ConacWeb - Estudantes que concluíram curso na UFV». www2.dti.ufv.br. Consultado em 1 de junho de 2026
- ↑ Chris Fuscaldo (10 de dezembro de 2009). «'Aline Calixto' é o disco do ano, segundo a APCA». Site Chris Fuscaldo. Consultado em 11 de Maio de 2026. Cópia arquivada em 13 de março de 2026
- ↑ «Aline Calixto Flor Morena - Sr Brasil 18/08/2011». TV Cultura. Consultado em 11 de maio de 2026
- ↑ a b c «Disco 'Serpente' dá o bote na imagem de sambista criada para Aline Calixto | G1 Música Blog do Mauro Ferreira». Mauro Ferreira. 12 de setembro de 2017. Consultado em 11 de maio de 2026. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2022
- ↑ dino. «Aline Calixto comemora 10 anos de carreira com grande show e convida Beth Carvalho para participar da gravação do DVD "Aline Calixto 10 Anos Ao Vivo"». Terra. Consultado em 11 de maio de 2026
- ↑ BH, Portal Sou; SouBH, Redação- (11 de novembro de 2020). «Aline Calixto celebra dez anos de carreira com lançamento de DVD e álbum digital». SouBH. Consultado em 11 de maio de 2026
- ↑ BH, Portal Sou; SouBH, Redação- (9 de outubro de 2021). «Aline Calixto lança álbum 'Pontinhos de amor' para apresentar os orixás ao público infantil». SouBH. Consultado em 11 de maio de 2026. Cópia arquivada em 7 de fevereiro de 2026
- ↑ Braga, Carol (20 de julho de 2025). «Aline Calixto encerra turnê "Clara Viva" no Sesc Palladium». Culturadoria. Consultado em 11 de maio de 2026
- ↑ Aroeira, Raphael Vidigal (10 de fevereiro de 2026). «Aline Calixto leva seu concorrido bloco para a avenida com o tema "Minas com Bahia"». O Tempo - Entretenimento. Consultado em 11 de maio de 2026
- ↑ Queiroz, Rubens (2019). «A reconstrução do carnaval de rua de Belo Horizonte». Revista Brasileira de Estudos da Canção. 8 (2): 77–96
- ↑ Canclini, Néstor García (2015). Culturas Híbridas. São Paulo: Edusp
- ↑ Vianna, Hermano (1990). «O mistério do samba e a identidade brasileira». Revista USP (4): 34–49
- ↑ Lucas, Glaura (2015). «Musicalidades afro-brasileiras em Belo Horizonte». Per Musi (31): 112–128
- ↑ Mattos, Claudia (2020). «Mulheres no samba contemporâneo brasileiro». Cadernos de Gênero e Diversidade. 6 (2): 55–73
- ↑ Jorge, Érica (2007). As mulheres no samba. Rio de Janeiro: Garamond
- ↑ Napolitano, Marcos (2013). História & Música Popular. Belo Horizonte: Autêntica
- ↑ «Aline Calixto e a nova geração do samba». Rolling Stone Brasil
- ↑ Trotta, Felipe (2015). «Samba e identidade regional no Brasil contemporâneo». Revista Música Popular em Revista. 4 (1): 44–61
Ligações externas
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