Pararama

Como ler uma infocaixa de taxonomiaPararama[1]
(Premolis semirufa)
Ilustração de P. semirufa, retirada de Biologia Centrali-Americana (Herbert Druce, F.L.S.; 1889).
Ilustração de P. semirufa, retirada de Biologia Centrali-Americana (Herbert Druce, F.L.S.; 1889).
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Noctuoidea
Família: Erebidae
Subfamília: Arctiinae
Tribo: Arctiini
Género: Premolis[2]
Hampson, 1901[3]
Espécie: P. semirufa
Nome binomial
Premolis semirufa
(Walker, 1856)[2]
Distribuição geográfica
A mariposa P. semirufa é endêmica entre o Panamá e o estado amazônico do Pará, no Brasil.[3]
A mariposa P. semirufa é endêmica entre o Panamá e o estado amazônico do Pará, no Brasil.[3]
Sinónimos
Halesidota semirufa Walker, 1856[3]

A pararamacientificamente denominada Premolis semirufa – é uma mariposa neotropical[3] da família Erebidae e subfamília Arctiinae,[2] encontrada no norte da América do Sul (região da Bacia Amazônica), entre o Panamá e o estado amazônico do Pará, no Brasil, onde fora encontrado o seu holótipo; depositado na coleção entomológica de Mr. Saunders; posteriormente classificado por Francis Walker, em 1856, com a denominação original Halesidota semirufa, na "Lista dos espécimes de insetos lepidópteros do acervo do Museu Britânico" (List of the specimens of lepidopterous insects in the collection of the British Museum), página 1708.[3][4] Suas lagartas urticantes, que vivem nos troncos das árvores, também recebem a denominação vernácula "pararama" e causam uma doença artropática de caráter profissional, a pararamose, doença dos seringais ou reumatismo dos seringueiros (porém não sendo um tipo de artrite reumatoide), caracterizada por anquilose falangiana em seringueiros que frequentemente encostem as mãos em suas cerdas abdominais,[1][5][6] nos seus casulos ou nas organelas das formas adultas, e com sua forma crônica acarretando na imobilidade total ou parcial dos dedos da mão do acidentado; sua manifestação inicial de contato acarretando em prurido, edema,[7] urticária[8] e hipotermia,[7] causados por uma classe de proteases comumente encontrada na peçonha de serpentes.[6]

Descoberta

A doença inicialmente fora observada in situ por médicos da Companhia Ford Industrial do Brasil, durante a fase de extração do látex, na década de 1940, entre os trabalhadores dos seringais plantados no distrito de Fordlândia, no município paraense de Aveiro, e também em Belterra e Santarém; posteriormente sendo registrada em São Francisco do Pará e Ananindeua e sendo também, neste seu período inicial, denominada "pararama".[1][7]

Descrição

Tanto a lagarta quanto o imago de Premolis semirufa são castanho-amarelados; a lagarta exibindo uma leve semelhança com as do gênero Lophocampa (pertencentes à mesma familia, subfamília e tribo);[9] o adulto (imago) tendo uma característica divisão de tonalidade nas asas anteriores e as asas posteriores mais avermelhadas.[10]

Referências

  1. a b c VERONESI, Ricardo (1976). Doenças Infecciosas e Parasitárias 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. p. 1065-1067. 1150 páginas 
  2. a b c «Premolis semirufa (Walker, 1856) classification». SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. p. 1. Consultado em 26 de abril de 2024. Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2024 
  3. a b c d e Savela, Markku. «Premolis Hampson, 1901» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. p. 1. Consultado em 26 de abril de 2024. Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2024 
  4. Francis Walker, F.L.S. (1856). «List of the specimens of lepidopterous insects in the collection of the British Museum» (em inglês). Biodiversity Heritage Library. p. 1708. Consultado em 26 de abril de 2024 
  5. «O veneno da pararama». Revista Pesquisa Fapesp. Edição 198. (FAPESP). Agosto de 2012. p. 1. Consultado em 26 de abril de 2024. Cópia arquivada em 12 de agosto de 2024 
  6. a b Dias, Valéria (23 de fevereiro de 2015). «Pesquisa caracteriza a lagarta que causa a pararamose». Universidade de São Paulo. p. 1. Consultado em 26 de abril de 2024 
  7. a b c Dias, Leonidas Braga; Azevedo, Miguel Cordeiro de (1973). «Pararama, doença causada por larvas de lepidóptero: aspectos experimentais». Boletín de la Oficina Sanitaria Panamericana, v. 7, n. 3. (Patuáː Instituto Evandro Chagas). p. 197-203. Consultado em 26 de abril de 2024. Cópia arquivada em 27 de abril de 2024 
  8. «O que existe em comum entre uma lagarta e a artrite?». Instituto Butantan. 8 de junho de 2021. p. 1. Consultado em 26 de abril de 2024. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2026 
  9. Crash, Cesar (5 de agosto de 2021). «Lagarta Lophocampa em São Paulo». Insetologia. p. 1. Consultado em 26 de abril de 2024. Cópia arquivada em 26 de dezembro de 2024 
  10. «Premolis semirufa (Walker, 1856)» (em inglês). INRAE. p. 1. Consultado em 26 de abril de 2024. Arquivado do original em 12 de março de 2002 
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